DA CORONAVAC

Mais de mil doses enviadas a MT devem ser recolhidas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de alguns lotes da vacina Coronavac contra a Covid-19, que foram interditados após constatação de que “dados apresentados pelo laboratório não comprovam a realização do envase da vacina em condições satisfatórias de boas práticas de fabricação”.

Mato Grosso recebeu 1.100 doses que fazem parte do lote 202106038. No início deste mês, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) informou que as vacinas foram distribuídas para a regional de saúde de Rondonópolis (210 km ao Sul de Cuiabá) e enviadas a sete cidades da região, sendo eles, Dom Aquino, Itiquira, Juscimeira, São José do Povo, Santo Antônio do Leste, São Pedro da Cipa e Tesouro.

No dia 3 de setembro, a agência foi comunicada pelo Instituto Butantan que o parceiro na fabricação Coronavac, o laboratório Sinovac, havia enviado para o Brasil 25 lotes na apresentação frasco-ampola (monodose e duas doses), totalizando 12.113.934 doses, que foram envasados em instalações não inspecionadas pela Anvisa.

Diante da situação e “considerando as características do produto e a complexidade do processo fabril, já que vacinas são produtos estéreis (injetáveis) que devem ser fabricados em rigorosas condições assépticas”, a Anvisa adotou medida cautelar com o objetivo de mitigar um potencial risco sanitário.

Os lotes interditados “não correspondem ao produto aprovado pela Anvisa nos termos da Autorização Temporária de Uso Emergencial (AUE) da vacina Coronavac”, uma vez que foram fabricados em local não aprovado pela agência”.

A agência enfatiza que “a vacina Coronavac permanece autorizada no país e possui relação benefício-risco favorável ao seu uso no país”, desde que produzida nos termos aprovados pela autoridade sanitária.

 

FOTO: MINISTÉRIO DA SAÚDE