EMPREGOS COM CARTEIRA ASSINADA

Criação de novas vagas despenca em MT, aponta Caged

O mercado formal de trabalho, em Mato Grosso, retraiu em mais de 71% em março deste ano, comparando com o mesmo período do ano anterior. O Estado parece ter perdido o vigor, pois, no ano passado, no auge da pandemia, haviam sido criadas 3.722 novas vagas com carteira assinada. Um ano depois, agora com a pandemia sob controle e com a

Somente a agropecuária eliminou 3.453 postos em março, sendo a única – das cinco atividades econômicas mais importantes do Estado – a cortar frentes de trabalho. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), apresentados pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

O saldo de março, em pouco mais de mil novas vagas geradas, é fruto da movimentação do mercado formal com 48.678 contratações e 47.588 demissões.

O fim da safra de soja – Mato Grosso é o maior produtor nacional – explica o volume de demissões acima do de contratações na agropecuária.

Considerando as cinco principais atividades econômicas – Agropecuária, Comércio, Serviços, Indústria e Construção Civil –, o maior gerador de empregos foi Serviços, com 2.360 vagas, seguido pela Indústria com outras 1.215 vagas, Construção com 619 e Comércio – que estava sendo um dos grandes empregadores mato-grossenses – com 349 postos novos.

Chama a atenção ainda a retração na oferta de novos postos de trabalho celetistas (com carteira assinada) em 16%, neste primeiro trimestre do ano.

Conforme o Novo Caged, de janeiro a março deste ano, foram criadas 24.606 novas vagas contra 29.142, em igual intervalo do ano passado.

De janeiro a março, se destacam na geração de emprego, no Estado, Cuiabá, com a criação de 5.326 novas vagas, seguida por Rondonópolis, 2.590, 1.878 em Sinop, 1.541, Várzea Grande e 1.387 em Sorriso.

 

FOTO: AGÊNCIA BRASIL – EBC