A dobradinha período de estiagem associada à baixa Umidade Relativa do Ar (URA) tem sido combustível para o aumento dos registros de em Mato Grosso. No mais recente registro, moradores e frequentadores de áreas de lazer e pousadas, localizadas na região do Lago de Manso, na MT-351, precisaram ser evacuados às pressas, no último domingo (24), após serem surpreendidos por intensas chamas que consumiam a vegetação alta e seca, nos últimos três dias. Um desses pontos turísticos foi o Acqua Park.
Por lá, o fogo assustou visitantes e banhistas mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros. Apesar do susto, não houve feridos.
De acordo com informações de populares, o fogo estava ativo havia pelo menos três dias e vinha ameaçando as propriedades rurais, ao longo da Estrada de Manso, que leva ao lago. No domingo, as chamas se alastraram.
Vídeos que circularam pela internet mostram vários banhistas do parque assustados e buscando se afastar ou recolhendo pertences preocupados com a possibilidade de as chamas atingirem a área de lazer.
Em dado momento, a gravação mostra a fumaça preta se levantando até o céu e que podia ser vista de longe. Para controlar as chamas, foram empregados 21 militares e utilizados aproximadamente 50 mil litros de água.
Também houve o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e de uma aeronave estilo Air Tractor, da Defesa Civil.
Após o intenso trabalho, a queimada foi totalmente controlada. Até o fim da manhã de segunda-feira (25), não havia informações sobre as causas do fogo.
Mas, o tempo seco e a baixa umidade relativa do ar devem ter contribuído para a propagação das chamas.
Além da vegetação, também foram registradas rachadas de vento que chegaram a 40 km por hora, favorecendo o alastramento do fogo, conforme informações do comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Jusciery Marques.
Ainda na segunda pela manhã, as equipes de bombeiros permaneciam na região para rescaldo e monitoramento.
Vale lembrar que, no Estado, o período proibitivo do fogo começou no último dia 1º de julho e segue vigente até o próximo dia 30 de outubro próximo.
No período, fica proibido o uso de fogo em áreas rurais para limpeza e manejo durante esses meses, levando em consideração o risco de incêndios florestais de grandes proporções. Em áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O CB também tem desenvolvido a operação “Abafa 2022” para prevenir e combater os incêndios florestais, bem como responsabilizar os autores de infrações e crimes ambientais relacionados ao uso irregular do fogo.
DADOS – Desde o início de janeiro deste ano, Mato Grosso registra 8.080 focos de calor, o que representa um aumento de 18%, se comparado do mesmo período do ano passado, quando foram detectados 6.802 focos, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
No Estado, os municípios com maior número de focos são Feliz Natal (482 ocorrências), Nova Ubirantã (480), União do Sul (397), Nova Maringá (391), Tangará da Serra (376) e Marcelândia (319).
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