CASO EMELLY

Câmara de Cuiabá aprova moção de pesar e cria ponto de arrecadação

 

A Câmara de Cuiabá aprovou uma moção de pesar pela trágica morte da adolescente Emelly Azevedo Sena, 16 anos, que foi atacada com um golpe de mata-leão, enforcada e, ainda viva, teve o bebê arrancado de seu ventre. A moção de pesar foi apresentada pelo vereador policial federal Rafael Ranalli (PL).

“É muito triste que tenhamos que vivenciar um caso como este. Meus sentimentos à família da Emelly e precisamos que a investigação mostre de uma vez por todas que a assassina não agiu sozinha. É humanamente impossível, pois na hora do pânico, o ser humano age pela sua sobrevivência. Queremos justiça e que encontrem os outros monstros”, pediu Ranalli.

A moção foi aprovada na 12ª sessão ordinária desta terça-feira (18) e teve a presença da família da adolescente, que pediu por justiça e por uma investigação que responsabilize outros envolvidos, por acreditar que a assassina Nataly Helen Martins Pereira não agiu sozinha. A sessão também contou com a presença do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e secretários.

A mãe de Emelly, Ana Paula Peixoto de Azevedo, pediu justiça pela morte da filha, que, segundo ela, foi morta de forma brutal.

“Hoje vim pedir justiça pela minha filha, pela atrocidade que fizeram com ela. Acreditamos que essa mulher não fez isso sozinha. De alguma forma, eles precisam pagar pelo que fizeram com a minha filha”, disse.

Após a visita da família, a Câmara montará um ponto de arrecadação para o bebê de Emelly. Serão recebidas fraldas, fórmulas lácteas (NAN), roupas e produtos de higiene. As doações serão recebidas de segunda a sexta, das 8h às 17h.

O CRIME - O corpo da adolescente Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, grávida de nove meses, foi encontrado em 13 de março, em Cuiabá. Foram presos uma mulher e três homens, mas apenas a mulher permanece detida.

A adolescente estava desaparecida desde o início da tarde do dia 12 de março, quando saiu de sua casa em Várzea Grande para buscar doações de roupas na casa de uma mulher, em Cuiabá, e não entrou mais em contato com a família.

O corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa, com parte da perna visível, numa casa no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. A vítima estava com o ventre aberto, com um corte grande, indicando uma situação de parto forçado.

Em análise do corpo, foi verificado que a vítima foi morta possivelmente por enforcamento, esganadura e asfixia, uma vez que ela estava com cabos de internet enrolados no pescoço, mãos e pernas, além de um saco plástico na cabeça, como forma de sufocamento.

As investigações da DHPP seguem em andamento para apurar a atuação de cada um dos suspeitos no crime. Os investigados podem responder por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e outros crimes que podem ser identificados no decorrer das investigações.

 

FOTO: CÂMARA DE CUIABÁ