CASO EMELLY

MP rejeita exame de sanidade mental em assassina confessa

 

 

Em conversa com jornalistas, o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) afirmou que espera que a bombeira civil Nataly Helen Martins Pereira (25) seja levada à júri popular, pelo assassinato da gestante Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, no último dia 12 de março, em Cuiabá, avaliando ainda como desnecessário que a criminosa passe por um exame de sanidade mental.

“Acredito que ela irá a júri. Não tem como, em um caso desse, não ir a júri”, disse o promotor, que formulou a denúncia contra Nataly e que foi aceita pela Justiça Estadual na última quinta-feira (28). Nela, a criminosa foi enquadrada pelos crimes de feminicídio, meio cruel, ocultação de cadáver e outros cinco agravantes.

Agora, a indiciada terá 10 dias para apresentar sua defesa. Passado este prazo, inicia-se a fase de instrução e oitivas das testemunhas para levantar as provas dos crimes.

“São muitas testemunhas, quinze no total. Depois vamos ouvir a Nataly e ao final, espero que que ela seja mandada a júri numa sentença de pronúncia”, destacou o promotor.

Após sua prisão, Nataly confessou ter asfixiado a vítima e em seguida, ainda com a jovem viva, cortou sua barriga em formato de “T” para roubar a bebê que Emelly carregava no ventre. Após a vítima morrer por exsanguinação (perda total de sangue), a bombeira civil levou o corpo da jovem até o quintal e enterrou em uma cova rasa, que ela havia deixado preparada antes do crime.

Segundo o promotor, se reconhecido de que a assassina praticou um ato de feminicídio contra Emilly, e não um homicídio, será um “avanço” para o direito das mulheres no país.

 

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