PRESA EM FLAGRANTE

Mais um gato morto é encontrado em lixão e habeas corpus negado

 

 

A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) encontrou, nesta segunda-feira (16), mais um gato morto no lixão próximo da casa da mulher trans Larissa Karolina, nome social de Junior Silva Moreira, 28 anos, que foi presa em Cuiabá na semana passada. Ela é acusada de adotar animais de estimação e em seguida os matar. As autoridades investigam se ela abusou sexualmente dos bichos antes de matá-los.

O crime veio à tona na última sexta-feira (13), data em que foi presa. Durante buscas na casa onde ela morava, na região do Porto, foram encontrados vestígios de sangue e um gato morto dentro de uma sacola num lixão próximo do imóvel.

Em relação à suspeita do crime de zoofilia, o delegado Guilherme Pompeu, responsável pelo caso, explicou que somente um exame da Perícia Técnica poderá comprovar se houve mesmo os abusos.

"Um exame será realizado pela Politec juntamente com médicos veterinários da UFMT. Somente com o resultado poderemos confirmar ou não a prática de zoofilia pela investigada", disse.

As investigações tiveram início na quarta (11), após a presidente de uma ong de proteção a animais de Cuiabá procurar a Dema para denunciar um casal que, supostamente, estava descumprindo um ato de formalidade de adoção.

Larissa foi presa em flagrante pelo crime de maus-tratos. No sábado (14), ela teve o flagrante convertido em prisão preventiva e deve aguardar a conclusão das investigações na prisão.

HABEAS CORPUS - O desembargador plantonista Lídio Modesto da Silva Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou pedido de habeas corpus em favor de Larissa, presa preventivamente sob a acusação de adotar pets para maltratar e matá-los.

Quem fez as denúncias foi a ONG Tampatinhas Cuiabá, que relatou a prática reiterada de adoção de animais por ela e seu companheiro, seguida do desaparecimento dos bichos. Durante diligências, a polícia encontrou vestígios de sangue na residência da acusada e localizou cadáveres de animais em um terreno próximo, com sinais de maus-tratos. A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), que representa a suspeita, alegou ilegalidade no flagrante, ausência de risco à ordem pública e defendeu a substituição da prisão por medidas cautelares.

 

FOTO: REPRODUÇÃO