O juiz Walter Tomaz da Costa, da 3ª Vara Criminal de Sinop, converteu em preventiva a prisão em flagrante de Lucas França Rodrigues, de 22 anos, que matou a companheira, a fonoaudióloga Ana Paula Abreu Carneiro de Oliveira, de 33 anos, com pelo menos 20 facadas. O criminoso passou por audiência de custódia ontem (25).
O crime aconteceu na manhã de domingo, 24 de agosto, em Sinop. Lucas França matou Ana Paula com cerca de 20 golpes de faca, dentro da casa onde o casal morava. Após cometer o crime, ele não só o confessou para sua cunhada e seu irmão, como também enviou fotos da fonoaudióloga de 33 anos morta no chão do quarto.
As investigações apontam que Lucas França matou Ana Paula por volta de 8h da manhã, no entanto, o corpo da vítima só foi localizado pela Polícia Militar às 17h, após denúncias da cunhada e do irmão do criminoso. Isto porque, pouco depois de assassinar a fonoaudióloga com 20 facadas, o bandido ligou para a irmã dela, contando o que havia feito.
Não satisfeito em confessar o crime à irmã de Ana Paula, Lucas França ainda contou o que havia feito e mandou uma foto da fonoaudióloga morta para o próprio irmão. Tanto o rapaz quanto a mulher acionaram as autoridades e informaram o endereço da residência do casal.
O corpo de Ana Paula foi encontrado no chão do quarto, com perfurações no pescoço, tronco, abdômen, tornozelo e pernas. Lucas também permaneceu na casa e estaria em aparente surto psicótico quando foi localizado pela equipe policial. Ele foi preso e encaminhado a Central de Flagrantes, mas a pedido da delegada Renata Silva Evangelista, que conduz as investigações, foi transferido para Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Leite Ferreira, mais conhecida como Ferrugem.
Enquanto Lucas ainda estava detido na Central de Flagrantes, os militares foram informados que o pai da vítima, um policial civil aposentado, estaria a caminho da cidade acompanhado de outros dois agentes. O intuito seria se encontrar com o assassino da vítima. Para garantir a ordem, a delegada determinou a transferência do feminicida para outra unidade prisional.
Repercussão
O feminicídio é 33º terceiro registrado em Mato Grosso somente este ano. Embora os agressores estejam sendo presos, a leis atuais não têm sido suficientes para coibir a execução do crime. Diante deste cenário, autoridades como a deputada estadual Janaina Riva (MDB) tem reivindicado que haja uma discussão sobre penas mais duras.
FOTO: REPRODUÇÃO ÚNICA NEWS









