MORTE DE PERSONAL

Crime custou R$ 500 e um celular, conta comparsa de PM

 

A investigação sobre a morte da personal trainer Rozeli da Costa Nunes colheu o depoimento de Vitor Hugo Oliveira da Silva, o motociclista preso por suspeita de envolvimento no crime.

Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, Vitor Hugo recebeu um celular e R$ 500 do policial militar Raylton Mourão para auxiliar na execução do assassinato.

Vitor Hugo, que é ex-funcionário de Raylton, confessou à Polícia Civil ter participado da ação, mas alegou que não sabia que o objetivo era matar Rozeli. Ele afirmou que o PM o chamou durante a madrugada para uma "missão" sem dar detalhes.

A dinâmica do crime

O crime brutal ocorreu na manhã do dia 11 de setembro, em Várzea Grande. A vítima, Rozeli da Costa Sousa Nunes, foi assassinada a tiros logo após sair de sua residência para trabalhar.

Na ocasião, uma motocicleta com dois ocupantes se aproximou do carro da personal trainer, e o garupa da moto efetuou os disparos de arma de fogo contra ela, que morreu no local.

Em seu depoimento, o motociclista detalhou a sequência dos fatos que culminaram na morte de Rozeli em 11 de setembro:

Monitoramento: Raylton dirigiu até as proximidades da casa da vítima e ficou circulando pelo quarteirão antes do crime. Vitor Hugo disse ter achado a situação estranha, mas não questionou o PM.

A ordem: Ele contou que a única instrução que recebeu foi para "emparelhar com o carro" de Rozeli.

O tiro: Vitor Hugo disse que só percebeu que se tratava de um homicídio no momento em que Raylton efetuou cerca de seis disparos.

Após a execução, Raylton teria deixado Vitor Hugo em um ponto da cidade e escondeu a moto usada no crime em uma área de mata. A motocicleta, conforme a investigação, pertencia a um terceiro amigo do PM, que teria emprestado o veículo sem saber da real finalidade.

Vitor Hugo foi capturado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) enquanto viajava em um carro de aplicativo, após a Justiça expedir o mandado de prisão.

Relembre o crime

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o assassinato foi motivado por uma disputa judicial que envolvia a vítima, o policial militar Raylton Mourão e a esposa dele, Aline Kounz, em razão de um acidente de trânsito.

Raylton confessou a autoria do crime e permanece detido em um quartel militar. A polícia descartou o envolvimento da esposa do PM e também dos pais dele, que foram ouvidos na investigação.

O PM também é investigado por outro crime, onde teria atirado contra o portão de uma empresa na região metropolitana da capital em agosto.

 

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