PROJEÇÃO

Natal deve injetar R$ 1,26 bilhão na economia de MT

 

A principal data do varejo brasileiro deve impulsionar fortemente a economia mato-grossense neste fim de ano. A pesquisa “Intenção de Compras para o Natal de 2025”, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT), revela que 56,78% dos consumidores do estado pretendem fazer compras no período — um avanço significativo em relação aos 48,8% registrados no levantamento anterior.

O estudo também mostrou que os consumidores estão dispostos a gastar mais. A média de desembolso subiu de R$ 500,00 em 2024 para R$ 759,79 em 2025, uma variação real de 45,16%. Com esse aumento no tíquete médio e na intenção de compra, a expectativa é de que o Natal movimente R$ 1,26 bilhão no comércio mato-grossense.

A pesquisa ouviu 509 pessoas entre 1º e 5 de dezembro, em 32 municípios, e possui margem de erro de 4 pontos percentuais.

Segundo o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a elevação dos gastos está diretamente ligada ao perfil de consumo observado neste ano.

— O avanço no ticket médio tem relação com o incremento na compra de itens como viagens. A predominância de roupas, acessórios e produtos para a ceia mostra que o consumidor prioriza itens tradicionais e temáticos do período, que tiveram maior participação do que em 2024, afirmou.

Os dados reforçam essa tendência:

35,99% dos entrevistados pretendem comprar roupas e acessórios;

25,95% devem investir na ceia de Natal;

14,53% planejam adquirir cosméticos e perfumes.

Quando o assunto é pagamento, o cartão de crédito aparece como o mais utilizado, sendo a escolha de 50,52% dos consumidores, seguido pelo Pix, com 35,64%. Sobre onde comprar, 40,48% devem recorrer às lojas do centro, enquanto supermercados (21,80%), sites e aplicativos (19,03%) e shoppings (13,49%) também aparecem como opções relevantes.

Apesar do entusiasmo pontual, os consumidores ainda demonstram cautela. Na comparação com o Natal de 2024:

35,29% planejam gastar menos;

33,56% pretendem manter o mesmo consumo;

22,49% acreditam que irão gastar mais.

Para Wenceslau Júnior, o dado reforça a necessidade de atenção ao comportamento do consumidor.

— O fato de mais de um terço dos entrevistados planejar reduzir gastos mostra que, embora haja aumento entre aqueles que irão comprar, persiste uma cautela financeira importante nas famílias, destacou.

Entre os 39,88% que não pretendem consumir no período, os motivos mais citados foram:

64,09% não costumam comemorar o Natal;

29,55% alegam falta de condições financeiras;

5,45% afirmam não ter tempo disponível.

 

 

FOTO: AGENCIA BRASIL