O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva do mato-grossense Alan Diego dos Santos Rodrigues.
A decisão, publicada ontem (31), diz que há a necessidade de manter o réu custodiado para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal.
Alan é um dos condenados pela tentativa de atentado com bomba em um caminhão-tanque próximo ao Aeroporto de Brasília, na véspera do Natal de 2022.
Ao justificar a manutenção da prisão, Moraes destacou que não surgiram fatos novos que justificassem a soltura. O magistrado relembrou o histórico de Alan, que fugiu da capital federal logo após o crime e só foi capturado em junho de 2024, em Mato Grosso, após meses de buscas.
Para o ministro, a fuga anterior e a gravidade dos atos demonstram um risco real de que, em liberdade, o réu possa voltar a delinquir ou tentar evadir-se novamente da Justiça.
Histórico e novas acusações
Alan Diego já cumpre pena de cinco anos e quatro meses de reclusão, sentença proferida pela Justiça Federal do Distrito Federal pelos crimes de explosão e incêndio.
Contudo, sua situação jurídica se agravou em dezembro de 2025, quando a Primeira Turma do STF o tornou réu em uma nova esfera: a de crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Ele agora responde por tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada, acusações que motivam a manutenção da sua prisão preventiva sob a jurisdição da Suprema Corte.
O caso envolve o blogueiro Wellington Macedo de Souza e George Washington de Oliveira Sousa. Segundo as investigações, o grupo planejou o ataque a partir do acampamento montado em frente ao QG do Exército em Brasília.
Alan confessou ter instalado o artefato explosivo no caminhão-tanque, alegando ter recebido o material de manifestantes que buscavam impedir a posse presidencial em 2023.
Com a decisão de Moraes, o mato-grossense permanece detido enquanto aguarda o desenrolar das novas fases do processo penal.
FOTO: REPRODUÇÃO









