Cuiabá iniciou 2026 sob alerta epidemiológico. Logo na primeira semana do ano, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou oito casos de infecções transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti — sendo sete de Dengue e um de Chikungunya.
O dado mais crítico, no entanto, é a investigação de um óbito suspeito registrado neste curto período, o que acionou o sinal de alerta máximo no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) para evitar um novo surto de letalidade na capital.
A rapidez com que o primeiro óbito suspeito surgiu em 2026 preocupa as autoridades devido ao histórico recente: em 2025, a cidade enfrentou uma crise severa com 29 mortes confirmadas por Chikungunya e mais de 10 mil casos confirmados.
A incidência recorde do ano passado, que chegou a 1.234,6 casos por 100 mil habitantes, faz com que a detecção de oito novos pacientes logo na largada do calendário epidemiológico seja tratada como uma ameaça real de nova epidemia.
Pressão nas unidades de saúde e áreas críticas
O monitoramento da rede de Atenção Primária já identifica onde o vírus circula com maior intensidade. A Regional Norte é, atualmente, o ponto de maior sensibilidade: a Clínica da Família lidera as estatísticas com 16 atendimentos de pacientes com sintomas das arboviroses.
Outros focos de preocupação estão localizados na Regional Leste, especificamente nas unidades do Pedregal e Campo Velho, que somam 19 registros, além do Jardim Industriário (Sul) e Jardim Florianópolis (Norte).
Diante deste cenário, a Prefeitura de Cuiabá atualizou o Plano de Contingência para 2026. A nova estratégia não foca apenas na Dengue, Zika e Chikungunya, mas amplia a vigilância para a Febre do Oropouche e Febre Amarela.
O objetivo é fortalecer a capacidade de resposta das unidades de saúde para que casos graves sejam identificados antes de evoluírem para o óbito.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a letalidade das arboviroses em Cuiabá só será contida com o bloqueio dos criadouros. Embora as equipes de campo já tenham vistoriado mais de 24 mil imóveis nesta primeira semana, a orientação é que a população faça a varredura doméstica semanal.
Com oito casos confirmados e uma morte em investigação em apenas sete dias, a regra dos "10 minutos contra o Aedes" torna-se a principal ferramenta para impedir que 2026 repita os índices trágicos de mortalidade do ano anterior.
FOTO: AGÊNCIA BRASIL









