O que deveria ser apenas mais uma rodada do Campeonato Mato-grossense terminou em cenário de confusão nos arredores do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, na noite de ontem (18) em Cuiabá.
O empate sem gols entre Mixto e Cuiabá foi ofuscado por uma confusão generalizada que envolveu torcedores, dirigentes e a Polícia Militar, com o uso de agentes químicos e denúncias de truculência policial.
O estopim da revolta alvinegra ocorreu dentro das quatro linhas, já nos acréscimos da partida. Em um lance polêmico, o atacante Dionathã finalizou e o goleiro João Carlos, do Dourado, fez a defesa sobre a linha.
Jogadores e a comissão técnica do Tigre garantem que a bola entrou, mas a arbitragem mandou o jogo seguir, inflamando os ânimos nas arquibancadas.
Confronto e uso de força
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, o clima hostil forçou o reforço do policiamento após uma tentativa de invasão à sala da arbitragem.
A PM afirma que torcedores exaltados avançaram contra seguranças e cercaram as guarnições. Os militares relataram que precisaram utilizar "técnicas de defesa pessoal" e spray de pimenta para evitar que as armas da equipe fossem tomadas pela multidão.
A repressão, no entanto, atingiu quem não estava diretamente envolvido no conflito. O gás de pimenta disparado pelos agentes alcançou o presidente do Mixto, Ítalo Freitas, e o investidor da SAF do clube, Dorileo Leal, além de afetar idosos e crianças que deixavam o estádio.
Nas redes sociais, torcedores publicaram vídeos denunciando o que chamaram de "ação desproporcional" da PM contra famílias.
Sem detidos
Apesar do tumulto e das agressões relatadas, a Polícia Militar informou que não houve prisões. Segundo a corporação, a prioridade das equipes no momento da confusão foi garantir a integridade das guarnições e promover a dispersão da massa.
FOTO: REPRODUÇÃO REPORTER MT









