OPERAÇÃO GORJETA

Polícia Civil pede prisão de Chico 2000 e de João Chiroli

 

A Polícia Civil de Mato Grosso formalizou o pedido de prisão preventiva contra o vereador da Câmara de Cuiabá, Chico 2000, e o empresário João Nery Chiroli.

A polícia sustentou a necessidade da custódia para garantir a ordem pública e a instrução processual, porém, o Ministério Público manifestou-se de forma contrária à medida  entendimento que foi seguido pelo Judiciário.

A decisão proferida pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto substituiu a prisão por um conjunto de medidas restritivas. Entre as principais punições imediatas estão o afastamento das funções legislativas, o bloqueio de bens e a proibição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá.

A investigação mira um suposto esquema que utilizava o Instituto Brasil Central (IBRACE) como fachada para desviar recursos públicos destinados a eventos esportivos para a empresa Sem Limite, de propriedade de Chiroli.

Ao negar o encarceramento, o magistrado argumentou que a prisão preventiva, neste estágio da auditoria financeira, apresenta-se como uma medida desproporcional. Entretanto, o juiz ressaltou que a liberdade dos suspeitos é condicional e reversível.

"Nada obsta nova representação pela decretação da prisão preventiva diante da descoberta de novos fatos na investigação ou caso as medidas cautelares sejam descumpridas", advertiu o magistrado em trecho da sentença.

A Justiça determinou:

Bloqueio bancário: Retenção de R$ 676.042,32 das contas dos envolvidos.

Apreensão de patrimônio: Sequestro de sete veículos, uma embarcação, quatro imóveis e um reboque.

Isolamento de testemunhas: Proibição rigorosa de comunicação entre os seis investigados e qualquer testemunha do processo.

Restrição de fronteiras: Entrega obrigatória de passaportes e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização judicial.

Além de Chico 2000 e Chiroli, a operação atinge assessores diretos e servidores da Câmara. O Município de Cuiabá também recebeu ordens expressas para suspender qualquer tipo de pagamento ou nova contratação envolvendo as entidades e empresas citadas no inquérito de peculato e lavagem de dinheiro.

 

FOTO: REPRODUÇÃO REPORTER MT