CÂMARA FEDERAL

Buzetti fica indignada com a eleição de deputada trans para presidência de Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher

A senadora por Mato Grosso, Margareth Buzetti (Progressistas) usou suas redes sociais para mostrar sua indignação com a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL– SP), que é uma mulher trans, à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados.
A parlamentar recebeu 11 votos favoráveis, contra 10 votos em branco, tornando-se a primeira mulher transgênero a ocupar a presidência da comissão.

Buzetti disse que as chamadas mulheres trans nunca passarão as fases inerentes às mulheres biológicas, como a gestação, amamentação e a maternidade como um todo, deixando claro que discorda da escolha de Erika Hilton para a comissão.

“Eu não quero ser uma pessoa que gesta. Eu sou mulher! Eu gestei, porque eu tinha útero. Ela [Erika] não tem e nunca vai ter”, exclamou.

“Eu sou mulher, eu sou mãe, eu gestei, eu amamentei, eu passei noites em claro, porque eu tenho filhas e graças a Deus, eu tenho duas filhas mulheres e uma neta. E é [por] isso que nós vamos lutar”, prosseguiu.

A senadora disse que mulheres trans não podem tirar os direitos conquistados pelas mulheres.

"Esse é um direito meu, é um direito de todas nós, e ela [Erika] não pode tirar esse direito (...). Respeito a deputada, mas ela tem que respeitar o nosso direito, porque quando ela tiver 40 anos, ela não vai no ginecologista. Ela vai ter que ir no proctologista. Isso é biológico. Não adianta dizer que é igual, porque não é”, asseverou.

Ao final, Buzetti enfatizou que Erika Hilton, em sua condição de mulher trans, teria muito mais “poder de fala” caso presidisse à Comissão da Diversidade na Câmara.

“Se uma pessoa vier lutar com Erika Hilton [na Comissão da Diversidade], ela tem muito mais condições de se defender do que nós. Porque a constituição dela é diferente da nossa”, pontuou.

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