Uma estudante de 13 anos foi vítima de estupro dentro da Escola Estadual José Leite de Moraes, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande (região metropolitana), na última terça-feira (10), mas foi divulgado à imprensa nesta semana. Conforme o relato da vítima à polícia, ela foi cercada no banheiro por um grupo de alunos que aproveitou a interdição do sanitário feminino para cometer o abuso.
O crime, denunciado à Polícia Civil dois dias depois, ocorreu após a menor receber autorização para sair da sala de aula devido a uma dor de cabeça, momento em que foi rendida por um estudante enquanto outros cinco colegas bloqueavam a porta para garantir a impunidade do ato.
De acordo com o boletim de ocorrência, a adolescente foi ao banheiro destinado a pessoas com deficiência (PcD), após notar que o sanitário convencional estava isolado. Ao entrar no local, ela foi surpreendida por um aluno que invadiu a cabine, enquanto o restante do grupo mantinha a porta principal fechada pelo lado de fora.
Segundo ela, o garoto usou força física e coerção para segurá-la. Em seguida, a vítima relatou que ele tirou suasa roupas íntimas e foi obrigada a manter relações sexuais com o suspeito, que a beijou a força, causando até ferimentos físicos.
Após a violência, a jovem buscou ajuda no banheiro que estava interditado, permanecendo escondida em estado de choque até ser localizada por uma amiga. Foi essa colega quem prestou o primeiro auxílio e a orientou a reportar o crime à coordenação da unidade escolar. A investigação agora corre sob sigilo pela Polícia Civil, que busca identificar o grau de participação de cada um dos envolvidos no cerco ao banheiro e na execução do abuso.
Nota da Seduc
Em posicionamento oficial, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), via Diretoria Metropolitana de Educação, afirmou que acionou imediatamente os protocolos de proteção integral de crianças e adolescentes. A pasta informou que a escola adotou medidas de acolhimento psicossocial para as famílias e que segue colaborando com as autoridades competentes. A Seduc reiterou que possui uma política de tolerância zero contra qualquer forma de violência e que acompanha o desdobramento do caso com rigor.
FOTO: SECOM MT










