MENOPAUSA

Minha pele está derretendo: relato comum na menopausa acende alerta sobre envelhecimento acelerado

A frase pode até parecer exagero, mas tem sido cada vez mais comum entre mulheres que entram na menopausa: “minha pele está derretendo”. O relato, carregado de impacto emocional, traduz uma percepção real — e cada vez mais frequente — das mudanças que acontecem no corpo feminino nessa fase.

Ressecamento, flacidez, perda de firmeza e rugas mais evidentes estão entre os principais sinais percebidos. E, segundo especialistas, tudo isso tem explicação.

De acordo com a fisioterapeuta dermatofuncional Dayara Costa, especialista em estética facial, corporal e skincare, essas alterações estão diretamente ligadas à queda dos níveis de estrogênio, hormônio essencial para a saúde da pele.

“Isso acontece principalmente porque, na menopausa, há uma queda importante do estrogênio, e esse hormônio participa diretamente da manutenção da qualidade da pele. Com menos estrogênio, a pele passa a produzir menos lipídios naturais, perde água com mais facilidade e, por isso, fica mais seca”, explica.

Além do ressecamento, a perda de sustentação da pele é outro fator que chama atenção e reforça a sensação de “derretimento”.

“Há também uma redução na produção de colágeno e elastina, que são responsáveis pela firmeza e elasticidade. Essa diminuição favorece a flacidez e faz com que algumas rugas fiquem mais evidentes”, destaca.

Entre as regiões mais afetadas estão o chamado “bigode chinês” e as linhas de marionete, localizadas ao redor do nariz e da boca, que tendem a se aprofundar com a perda de sustentação da pele.

Mas, apesar do impacto, a especialista reforça que é possível cuidar e amenizar esses efeitos com estratégias adequadas.

“Os principais cuidados durante a menopausa devem focar em hidratação, estímulo de colágeno e proteção da barreira cutânea, porque nessa fase a pele tende a ficar mais sensível, seca e com perda de firmeza”, orienta.

Segundo Dayara, alguns hábitos são indispensáveis nesse processo.

“Eu recomendo hidratação intensa, com ativos que ajudem a reter água e fortalecer a pele, proteção solar diária, que é fundamental, além do uso de antioxidantes e estímulos de colágeno com procedimentos e cosméticos adequados”, afirma.

Ela também chama atenção para fatores que vão além dos cuidados estéticos.

“Hábitos de vida saudáveis fazem toda a diferença. Alimentação equilibrada, sono de qualidade e ingestão de água refletem diretamente na saúde da pele”, completa.

Autoestima em foco
Além das mudanças físicas, a menopausa também pode impactar a forma como a mulher se enxerga. A perda de firmeza e as alterações na aparência podem afetar a autoconfiança, tornando o cuidado com a pele também uma questão emocional.

Por isso, especialistas reforçam que informação e acompanhamento profissional são fundamentais para enfrentar essa fase com mais segurança.

Afinal, embora o envelhecimento seja um processo natural, cuidar da pele e da saúde continua sendo uma forma de bem-estar — e também de autoestima.


foto assessoria