O feminicida Rafael Pendloski Torres, de 20 anos, foi preso pela Força Tática ontem (10) em uma residência do bairro Vila Verde, em Sinop (500 Km de Cuiabá), 24 horas após ele ter matado a jovem Raissa Pereira da Silva, de 24 anos.
A chegada do criminoso à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações do caso, foi registrada em vídeo pela imprensa local.
O feminicídio aconteceu na manhã de quinta-feira (9) dentro da residência onde a jovem morava, no bairro Jardim Primaveras, em Sinop. Imagens de uma câmera de segurança mostram Rafael chegando ao local por volta das 6h da manhã, para o que supostamente seria um encontro amoroso e, em outro momento da gravação, quase 1h30 depois, ele aparece saindo do quarto da vítima, após ela ser assassinada e, em seguida foge do local.
À imprensa local, o capitão da PM, Carlos Santos, disse que a localização de Rafael só foi possível graças a um trabalho coletivo dos policiais militares de Sinop, que de forma rápida, descobriram o paradeiro do principal suspeito do crime, que segundo o oficial, estava sozinho, escondido na casa de um parente dele e não queria se entregar às autoridades.
“É importante registrar isso, ele não queria se entregar. Foi feito então um trabalho de negociação junto à defesa dele e a família, para que a situação ocorresse da forma menos traumática possível. Através dessa negociação, com o intuito principal de garantir a integridade física do suspeito, fomos até o local e tivemos êxito em fazer a detenção”, disse o Militar.
Ao ser questionado pelos militares sobre a motivação e a dinâmica do crime, o capitão das PM destacou que o suspeito teria dito que Raíssa foi morta por ele durante uma discussão, após terem consumido bebidas alcoólicas e entorpecentes.
“A informação repassada por ele à equipe policial dá conta de que eles estavam consumindo bebida alcoólica e fizeram uso de vários tipos de entorpecentes, entre eles cocaína e drogas sintéticas. Estavam em um bar, em um determinado bairro. Ela foi primeiro para a residência e posteriormente ele foi para lá, e então tiveram uma discussão. Durante a discussão, entraram em luta corporal, e o suspeito acabou matando a vítima”, apontou Santos.
Questionado se o casal teria ou não um relacionamento amoroso, a versão ainda é questionada e só será elucidada após o depoimento do suspeito à Polícia Civil. “Com relação ao vínculo entre os dois, há informações de que [eles] teriam um relacionamento, embora ainda não haja confirmação concreta”, concluiu o oficial da PM.
A prisão de Rafael, que no trajeto até a delegacia permaneceu em silêncio, foi acompanhada por seu advogado de defesa, José Ricardo Alves Pinto.
À imprensa, o jurista confirmou a versão dada pela PM, de que seu cliente havia usado drogas antes de matar Raíssa.
Primeiramente, a defesa se solidariza com a situação da vítima, antes de mais nada, porque foi uma situação delicada. (...) e o que foi alegado por ele, repassado para mim e para a família, foi que ele estava utilizando droga, tanto ele quanto a vítima, [Raíssa] e não tinha intenção nenhuma de cometer o ato. Porém, creio eu, que ali, pelo estado em que ele estava drogado, aconteceu o fato”, explicou.
Com o criminoso, que já responde a uma passagem pelo crime de roubo, os policiais apreenderam uma arma de fogo, que foi conduzida junto com ele à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sinop, onde Rafael será ouvido pelo delegado Bráulio Junqueira, responsável pelas investigações do caso.
Após depoimento, o criminoso deve passar por audiência de custódia no Fórum de Sinop.
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