O empresário Idirley Alves Pacheco foi condenado a 22 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato do ex-jogador da seleção brasileira de vôlei Everton Fagundes Pereira da Conceição, de 46 anos, em julho do ano passado, em Cuiabá. Em julgamento pelo Tribunal do Júri realizado nessa terça-feira (14), o assassino foi condenado ainda ao pagamento de 10 dias-multa e de 60 salários mínimos em favor dos herdeiros da vítima, o que equivale a pouco mais de R$ 97 mil.
A sessão foi presidida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Perri, que confirmou a condenação pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel, além de sequestro e coação no curso do processo.
“Condenou o acusado Idirley Alves Pacheco, qualificado nos autos, nas sanções do artigo 121, § 2º, incisos I, III e IV, do Código Penal, com as implicações da Lei n. 8.072/90, alterada pela Lei n. 11.464/2007; do artigo 148 e do artigo 344, na forma do artigo 69, todos do Código Penal, à pena privativa de liberdade de 22 (vinte e dois) anos de reclusão, no regime inicialmente fechado e à pena pecuniária de 10 (dez) dias-multa”, declarou a juíza.
"Nos termos do artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal, fixo o valor mínimo de indenização por danos morais, no valor correspondente a 60 (sessenta) salários-mínimos, em favor dos herdeiros da vítima Everton Fagundes Pereira da Conceição", acrescentou.
Na ocasião, a magistrada manteve a prisão preventiva do assassino e determinou a execução imediata da pena. “Presentes os requisitos legais, mantenho a prisão preventiva do acusado e decreto a execução imediata da pena”, diz trecho da decisão.
Everton foi assassinado no dia 11 de julho do ano passado, em Cuiabá. Ele foi atingido com seis tiros de arma de fogo, disparados a curta distância. A maioria dos disparos atingiu a cabeça, o pescoço e as costas.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o crime foi motivado por ciúmes.
Everton havia conhecido Idirley e sua ex-mulher há pouco tempo e passou a manter contato próximo com eles, além de um relacionamento amoroso com a ex-mulher do empresário.
As investigações identificaram também que Idirley era uma pessoa possessiva, ciumenta e não aceitava o término do relacionamento com a ex, que já havia, inclusive, registrado boletim de ocorrência e solicitado medidas protetivas contra ele semanas antes do crime.
No dia do assassinato, Idirley atraiu Everton com o pretexto de que precisava de ajuda para guardar uma Amarok em determinado lugar. No caminho, a vítima foi rendida e obrigada a dirigir sob ameaça. Nas proximidades do Clube Monte Líbano, ele disparou seis vezes contra a vítima.
Com isso, a caminhonete descontrolada bateu contra uma F350. Neste momento, Idirley fugiu.
Três dias depois ele se entregou à polícia e confessou o homicídio, mas alegou que estava sendo extorquido por Everton, versão descartada após as investigações do caso.
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