O custo da cesta básica em Cuiabá atingiu um novo recorde histórico na quarta semana de abril, chegando ao valor médio de R$ 874,47, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) publicado nesta quinta-feira (23). A Capital já possui a terceira cesta básica mais cara do Brasil e novos números acendem alerta na população no estado do agronegócio.
De acordo com a entidade, o cenário é impulsionado por uma combinação de fatores sazonais e pela forte demanda externa por proteínas, que elevam o patamar de preços na capital. Esta semana a carne bovina registrou uma alta de quase 5%, atingindo o preço médio de R$ 47,48/kg. Segundo o IPF-MT, esse reajuste é reflexo da menor disponibilidade de animais para o abate no mercado interno, somada ao ritmo acelerado das exportações, que reduz a oferta local.
Além da carne, o arroz também subiu 2%, fixando-se na média de R$ 5,11/kg. Analistas explicam que o grão atravessa uma fase de recomposição de preços característica do final da colheita.
Embora alguns itens isolados apresentem queda, o valor total da cesta exige um planejamento financeiro mais rigoroso por parte das famílias cuiabanas para manter o acesso aos itens de primeira necessidade
Em março, Cuiabá registrou um valor médio de R$ 838,40 para alimentos básicos, ficando atrás apenas dos grandes centros, São Paulo e Rio de Janeiro. Esses dados são da Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que realiza um comparativo de cestas básicas no país.
A versão do estudo para abril da Conab e Dieese ainda não foi publicada, no entanto os números Fecomércio para a última semana do mês são uma prévia do que pode vir: Cuiabá pode se manter em terceiro lugar com alimentos ainda mais caros.
Março foi o mês mais crítico, até então, não apenas pelo valor, mas pela falta de opções. Quando 11 dos 13 produtos sobem ao mesmo tempo, como ocorreu agora, o consumidor perde o 'poder de substituição', que é a chance de trocar um item caro por um mais barato. Nesse período, os grandes vilões foram o tomate, o feijão carioca e a batata, enquanto o óleo de soja, a banana e o açúcar deram um leve alívio no bolso.
FOTO: FECOMERCIO MT








