AMBIENTE COLETIVO SUPERLOTADO

Suspeito de matar paciente não tinha formação na área da saúde

Durante entrevista coletiva à imprensa ontem (2), o delegado Michael Paes revelou que Odiley Rodrigues de Souza, funcionário do Centro Pró-Vida e suspeito do assassinato do paciente Alessandro Sidinei Braga, era um ex-paciente da clínica e responsável por pelo menos 50 internos. Além disso, não possui qualquer formação na área da saúde.

"A pessoa que foi presa, que era o plantonista, ministrava os remédios para quem estava internado. Ele não é da área da saúde, pelo que foi informado. Ele é um ex-interno que foi reabilitado no local. Ele era responsável por mais de 50 pessoas em situação de vulnerabilidade. Percebemos muitas irregularidades e excessos durante a nossa investigação. Muitos internos que conseguiram se expressar

Também foi revelado que os internos eram trancados durante a noite em um ambiente coletivo superlotado, apelidado de "quartão", onde dividiam espaço entre 14 e 17 pessoas com diagnósticos graves, a maioria sofrendo de esquizofrenia. A polícia também descobriu a existência de um cômodo específico utilizado ilegalmente como cela de punição para os pacientes que "davam problemas", local

Odiley Rodrigues de Souza, foi preso suspeito de envolvimento na morte do paciente Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, que fazia tratamento para esquizofrenia no Centro Pró-Vida na segunda-feira (1º). Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito confessou ter alterado a cena do crime e simulado um suicídio por enforcamento, alegando ter agido por medo de ser responsabilizado, mas negou ter cometido o homicídio.

 

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