PRISÃO PREVENTIVA

Justiça manda prender policial flagrado agredindo idoso em elevador

 

 

A 14ª Vara Criminal de Cuiabá atendeu a um pedido da 27ª Promotoria de Justiça Criminal e decretou, ontem (23), a prisão preventiva do policial civil aposentado Luciano Testa. O ex-agente é acusado de agredir um idoso dentro do elevador de um edifício residencial na capital.

De acordo com a decisão judicial, a prisão foi necessária para assegurar a ordem pública, garantir a aplicação da lei e proteger o andamento do processo. Paralelamente, o juízo determinou que as medidas cautelares aplicadas anteriormente durante o plantão permanecem em vigor e devem complementar a detenção.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a agressão ocorreu no dia 11 de junho de 2026 e teria sido resultado de uma escalada de violência. Conforme o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo, ameaças registradas em boletim de ocorrência em agosto de 2025 teriam se concretizado cerca de dez meses depois, quando o investigado teria agredido com socos e chutes um idoso de 62 anos, inclusive após a vítima cair ao chão.

Ainda segundo o MPMT, a esposa da vítima, que tentou intervir, também teria sido agredida e alvo de importunação sexual.

Na manifestação, o Ministério Público destacou que o acusado deixou o local antes da chegada da Polícia Militar e não foi localizado em duas tentativas de intimação judicial, o que reforçaria o risco de evasão e de descumprimento de determinações da Justiça.

Para o órgão, a condição de policial civil aposentado, com treinamento em operações táticas e possível acesso a armamentos, aumenta o grau de risco do investigado. O MPMT também apontou a possibilidade de interferência na produção de provas e no depoimento de vítimas e testemunhas, em razão de sua rede de contatos.

Outro ponto destacado foi o fato de que acusado e vítimas residem no mesmo condomínio, o que, segundo o Ministério Público, mantém a possibilidade de novos confrontos em áreas comuns como elevadores, hall e garagem.

Ao acolher o pedido, a Justiça entendeu que a prisão preventiva é necessária. Na decisão, o juiz João Bosco Soares da Silva destacou a gravidade das agressões, a escalada de violência desde 2025, o risco de reiteração criminosa e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas.

 

FOTO: REPRODUÇÃO GAZETA DIGITAL