O investigador aposentado da Polícia Civil, Luciano Testa, de 56 anos, foi preso nesta terça-feira (30) em Cuiabá. Ele é suspeito de agredir um idoso de 62 anos dentro do elevador de um condomínio residencial. A ordem de prisão preventiva, expedida pela 14ª Vara Criminal de Cuiabá após pedido do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), foi cumprida pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas. O ex-servidor responde pelo crime de lesão corporal.
As agressões ocorreram na noite de 11 de junho, dentro do elevador de um condomínio localizado no bairro Cidade Alta, na Capital. Imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que o investigado desfere diversos socos contra a vítima, caso que ganhou grande repercussão.
Na última quarta-feira (24), a Polícia Civil informou que o investigador aposentado não havia sido localizado para o cumprimento da ordem judicial e passou a ser considerado foragido.
À época, a Gerência Estadual de Polinter e Capturas realizou diligências para localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado nos endereços conhecidos.
Após o cumprimento do mandado nesta terça-feira, Luciano Testa foi encaminhado para audiência de custódia e permaneceu à disposição do Poder Judiciário.
PRISÃO DECRETADA
A prisão preventiva foi decretada após o juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, acolher pedido apresentado pelo Ministério Público.
Na decisão, o magistrado apontou a gravidade das agressões, o risco de reiteração criminosa, a possibilidade de interferência na investigação e a insuficiência das medidas cautelares anteriormente impostas, especialmente porque investigado e vítimas residem no mesmo condomínio.
Segundo o Ministério Público, o episódio foi precedido por um histórico de conflitos entre as partes, incluindo registros de ameaças e boletins de ocorrência anteriores.
O CASO
O caso ocorreu em 11 de junho, quando Luciano Testa foi flagrado por câmeras de segurança agredindo um morador de 62 anos dentro do elevador do condomínio onde ambos residem, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá.
Após a divulgação das imagens, o investigador aposentado publicou um vídeo nas redes sociais em que apresentou sua versão dos fatos, alegando que o desentendimento teria origem em um suposto episódio de importunação sexual ocorrido meses antes. O caso, no entanto, segue sendo investigado pela Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI).
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