NA DHPP

Delegado diz que Antonio foi usado como isca para atrair Zampieri

O titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP Nilson Farias disse no julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri hoje pela manhã (28) que houve uma ação planejada para a execução dele.
E que foi usado como isca, um cliente que disse estar interessado em comprar uma fazenda.
O cliente que se apresentou foi Antonio Gomes da Silva que teria ido algumas vezes ao escritório de Zampieri utilizando chapéu e bengala como disfarce dizendo que estava ali em nome de um sobrinho que teria vendido uma propriedade no Texas e disporia de aproximadamente R$ 200 milhões para adquirir uma fazenda em Mato Grosso.
Antonio aparece nas gravações de câmeras antes, durante e depois da execução e ainda mostram Antonio e Hedilerson Fialho Martins Barbosa juntos, que conforme o exame de balística seria o dono da arma que matou Zampieri.
No depoimento Antonio confessou ser o executor do homicídio e apontou a participação de Hedilerson, que teria feito a ligação entre ele e Etevaldo Luiz Cacadini Devargas. Antonio disse ao delegado que o coronel reformado lhe ofereceu um "serviço de obra", expressão que, conforme a investigação, seria um código para a execução do crime.

As apurações também identificaram o uso de codinomes entre os envolvidos, como "engenheiro", "empreiteiro" e "mestre de obras", todos relacionados ao universo da construção civil.
O delegado disse que a investigação apontou que o motivo seria a disputa judicial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões e que o estopim pode ter sido o fato que Zampieri protocolou no dia 9 de outubro, a apresentação de provas na ação cível relacionada à fazenda, foram encontrados no celular de Cacadini registros de pesquisa sobre o endereço do escritório do advogado.
"Foi nesse dia que foi o estopim de tudo. Quando Zampieri entra com o pedido de apresentação de provas, Aníbal percebe que isso poderia trazer problemas e começa a organizar o homicídio", declarou.
 

 

foto josi dias/TJMT