PERFIL DE CADA PACIENTE

Dia de Prevenção ao Colesterol: risco cardiovascular depende do perfil de cada paciente

O Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol, celebrado em 8 de agosto, é uma data fundamental para conscientizar a população sobre a importância de prevenir problemas cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e hipertensão arterial. Principal causa de mortes no Brasil, essas doenças fazem uma vítima a cada 90 segundos no país, conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

 

A prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada continuam sendo fundamentais para reduzir o risco cardiovascular. No entanto, consultas médicas periódicas e exames indicados pelo profissional de saúde, também são essenciais para identificar precocemente alterações como o colesterol elevado, um dos principais fatores de risco para essas doenças.

 

A ida ao médico é indispensável, já que a avaliação do risco cardiovascular varia conforme o perfil de cada paciente. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, publicada em 2025, recomenda que os níveis de colesterol não sejam analisados de forma isolada, mas sempre dentro do contexto clínico individual.

 

Na prática, isso significa que um mesmo nível de LDL pode ser considerado adequado para pessoas de baixo risco, mas preocupante em pacientes com fatores como diabetes, histórico de infarto ou AVC, doença renal, obesidade ou antecedentes familiares de doenças cardiovasculares.

 

"Cada pessoa apresenta uma combinação única de fatores que influencia sua probabilidade de desenvolver doenças como infarto e AVC. Idade, sexo, pressão arterial, diabetes, tabagismo, obesidade, sedentarismo, alimentação e histórico familiar precisam ser considerados em conjunto", explica Leonardo Demambre Abreu, coordenador médico da Amparo Saúde, empresa de atenção primária do que integra o ecossistema do Grupo Sabin.

 

Um histórico familiar de doença cardiovascular precoce pode indicar predisposição genética importante, segundo o médico, enquanto comorbidades como diabetes, doença renal crônica e doenças inflamatórias aumentam o risco mesmo quando o colesterol não parece tão elevado. "É essa avaliação integrada que permite identificar quem se beneficia apenas de mudanças no estilo de vida e quem necessita de investigação complementar ou tratamento medicamentoso", destaca Abreu.

 

Quais exames

 

Não existe um exame único capaz de estimar o risco cardiovascular. Para isso, o médico reúne informações do histórico do paciente, do exame clínico e dos exames laboratoriais. Entre eles, estão a aferição da pressão arterial, o perfil lipídico completo (colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos), a glicemia ou hemoglobina glicada, além da análise do peso e da circunferência abdominal.

 

Novos biomarcadores (substâncias medidas no sangue que indicam alterações no organismo) também ajudam a complementar essa investigação em alguns pacientes. “A lipoproteína(a), gordura no sangue associada ao risco cardiovascular - por exemplo - deve ser medida pelo menos uma vez na vida, especialmente em pessoas com histórico familiar de doença cardiovascular precoce, pois seus níveis são determinados predominantemente por fatores genéticos”, diz o médico.

 

“Já a apolipoproteína B (ligada às partículas de colesterol ‘ruim’) permite estimar com mais precisão a quantidade de partículas que podem entupir as artérias, enquanto a proteína C reativa ultrassensível (marcador de inflamação no organismo) pode indicar um risco maior por processos inflamatórios”, acrescenta.

 

Dependendo da idade, dos sintomas e do perfil de risco, o médico pode solicitar exames complementares, como eletrocardiograma (avalia a atividade elétrica do coração), teste ergométrico (exame de esforço físico para analisar o funcionamento do coração), ecocardiograma (ultrassom do coração), ultrassonografia com Doppler das artérias carótidas (analisa as artérias do pescoço) e escore de cálcio coronariano por tomografia (mede o acúmulo de cálcio nas artérias do coração).

 

Tratamento

O tratamento dos fatores de risco cardiovasculares depende da avaliação individual de cada paciente. Em muitos casos, inclui mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, abandono do tabagismo e redução do consumo de álcool. Quando necessário, o médico também pode indicar medicamentos para controlar fatores como colesterol elevado, hipertensão arterial e diabetes.

 

"Já nos pacientes com doença cardiovascular instalada, ou diante de um evento agudo como o infarto, podem ser necessários procedimentos como angioplastia ou cirurgia cardíaca, conforme indicação médica", explica Abreu.

 

 

Grupo Sabin | Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.  O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo.  Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde - Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

 

 

 

 

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