Fabiano Oliveira Borges, conhecido como “Pépi”, foi encontrado morto ontem (19) às margens do Rio Cuiabá, na zona rural de Nobres (122 km da capital). O homem estava foragido da polícia desde o último sábado (15), sob a acusação de ter assassinado a namorada, Ana Cristina Pacheco Matos, de 20 anos, com um tiro na nuca.
Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), conduzidas pelo delegado Bruno Abreu, Fabiano foi executado com sete tiros, teve as mãos amarradas e o corpo arremessado de uma ponte.
O cadáver foi localizado por volta das 11h30 em avançado estado de decomposição e acabou identificado oficialmente por familiares e por meio de exame de papiloscopia técnica.
O crime contra Fabiano aponta para uma provável execução sumária motivada por acerto de contas. Equipes do Corpo de Bombeiros, Politec e do Instituto Médico Legal (IML) foram mobilizadas para realizar o resgate e os exames de necropsia na área do encontro do corpo.
O homicídio, que motivou a caçada policial a Fabiano, chocou a Baixada Cuiabana no fim de semana. Ana Cristina foi baleada dentro da kitnet onde morava, no bairro Alvorada, e o crime foi presenciado pelo próprio filho da vítima, uma criança de apenas 3 anos.
Após o disparo, o agressor trancou o imóvel e fugiu de motocicleta, deixando o menino sozinho trancado com a mãe ensanguentada. A jovem chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na unidade de saúde.
A linha de investigação da Polícia Civil aponta que o feminicídio contra a jovem foi premeditado. Fabiano havia deixado uma mala com roupas pronta na residência dela para tentar simular um álibi de que estaria viajando no momento do disparo, além de ter estacionado a moto em posição de fuga na noite anterior. Testemunhas relataram que o relacionamento durava cerca de um mês e que o suspeito cometeu o crime após a vítima manifestar o desejo de reatar com o ex-marido, tendo proferido ameaças de que ela “não ficaria com mais ninguém”.
Ana Cristina deixou dois filhos pequenos, sendo um deles portador de necessidades especiais.
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