Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o período de estiagem interfere na geração de energia no país e exige atenção dos consumidores com os gastos de eletricidade.
Em agosto, a bandeira tarifária permanece amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A cobrança está relacionada às condições menos favoráveis de geração durante o período seco. Com menos água chegando aos reservatórios das hidrelétricas, o Sistema Interligado Nacional pode precisar recorrer com maior frequência às usinas termelétricas, que possuem custo de operação mais elevado.
Em Mato Grosso, os dados atuais não apontam para uma crise imediata de abastecimento. No entanto, o Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) prevê que a quantidade de água disponível para geração no sistema Teles Pires fique em torno de 80% da média histórica em agosto.
O ONS também projeta redução gradual do armazenamento dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste ao longo do mês. A situação reforça a necessidade de acompanhamento, principalmente diante da previsão de temperaturas acima da média e do aumento do uso de aparelhos como ar-condicionado, ventiladores e equipamentos de refrigeração.
“A estiagem não significa automaticamente que haverá falta de energia. O efeito mais perceptível para o consumidor pode aparecer no custo, porque o sistema passa a operar em condições menos favoráveis. Por isso, este é um período importante para entender a fatura, controlar o consumo e avaliar alternativas de economia”, explica Crisley Moreira, gerente comercial da Kolmeia Energia.
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