Mudanças na emissão da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) exigem atenção de empresas e prestadores de serviços, alerta contador
Mais de 80% dos contribuintes de Cuiabá são optantes pelo Simples Nacional ou pelo SIMEI, segundo dados divulgados pela Prefeitura de Cuiabá em seus portais oficiais. O número evidencia o alcance das mudanças na emissão da Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e), que passa por adequações para atender ao novo padrão nacional.
Em consonância com a Resolução CGSN nº 189/2026, a partir de 1º de setembro, os contribuintes deverão utilizar o sistema nacional para a emissão das notas fiscais de serviços. A alteração ocorre no contexto da implantação da Reforma Tributária e exige que empresas e prestadores de serviços estejam atentos aos novos procedimentos fiscais.
Para o contador Ironei Santana, especialista em Regularidade Fiscal e Mitigação de Riscos, com mais de 30 anos de atuação junto a médias e grandes empresas, a mudança exige planejamento e monitoramento para evitar problemas na rotina empresarial.
“Não é apenas uma mudança de sistema. É preciso verificar se os cadastros, as informações fiscais e os processos internos estão preparados para a nova realidade. Uma falha nessa etapa pode gerar retrabalho e até riscos fiscais ocultos para a empresa”, explica.
A alteração ocorre em um momento de transformação do sistema tributário brasileiro. Os documentos fiscais passam a incorporar informações relacionadas à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), tributos previstos na Reforma Tributária. A mudança aumenta a necessidade de atualização dos sistemas e dos procedimentos adotados pelas empresas.
Na avaliação de Ironei, a antecipação, com o apoio de um especialista contábil, é indispensável, principalmente para negócios que possuem sistemas integrados ou um grande volume de emissão de documentos fiscais.
“Quanto antes as empresas revisarem seus processos internos, maior será a possibilidade de identificar e corrigir eventuais inconsistências. O empresário precisa tratar essa mudança como uma questão de gestão e não deixar a adequação para a última hora”, afirma.
Ainda de acordo com a administração municipal, contribuintes, escritórios de contabilidade e empresas responsáveis pelos sistemas de emissão devem realizar os ajustes necessários antes da mudança.
Para o especialista, a transição também reforça a importância da regularidade fiscal na gestão empresarial.
“Segurança tributária começa pela prevenção. A empresa que acompanha as mudanças e mantém seus processos organizados consegue reduzir riscos e tomar decisões com mais segurança”, destaca.
A recomendação é que os contribuintes aproveitem o período que antecede a mudança para revisar cadastros, sistemas e procedimentos relacionados à emissão das notas fiscais, garantindo que estejam preparados para as novas exigências.








