OPERAÇÃO DARK ROUTE

Polícia Civil cumpre 9 prisões em operação contra grupo criminoso que tinha rede de proteção a foragidos no RJ

A Polícia Civil busca cumpriu 9 mandados de prisão contra integrantes que agiam entre Mato Grosso e Rio de Janeiro que garantiram proteção a foragidos, manutenção de soldados armados, movimentação financeira, suporte logístico e ocultação patrimonial. Os mandados são cumpridos nas cidades de Várzea Grande e Rio de Janeiro (RJ).

 

Também foram  cumpridos 3 buscas e apreensões e 5 sequestros de veículos de luxo. As investigações foram conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

 

Os criminosos se escondiam no Rio de Janeiro em uma base de proteção, comandando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes da facção denominados “soldados armados” e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.

 

A base no Rio de Janeiro funcionava como um entreposto operacional, para onde iam foragidos e soldados e de onde eram mantidas conexões com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso. Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão.

O principal alvo da investigação é foragido da Justiça de Mato Grosso e permanece homiziado no Rio de Janeiro, não sendo localizado nesta fase da operação. Entretanto, com as investigações da Operação Dark Route, ele passa a contar com mais um mandado de prisão preventiva em aberto, decorrente dos novos fatos investigados.

 

A investigação mostra que sua fuga para o Rio de Janeiro não interrompeu sua atuação no crime. Segundo os elementos reunidos, a liderança continuou utilizando áreas dominadas pela facção como ponto de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, soldados armados, familiares e interpostas pessoas.

 

Frota de luxo

A investigação identificou uma frota de veículos de luxo que circulava entre integrantes do grupo no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso, inclusive com automóveis formalmente registrados em nome de terceiros, embora utilizados por pessoas próximas à liderança.

 

Os veículos são apontados como instrumentos de deslocamento, logística, ostentação e ocultação patrimonial. A Justiça determinou o sequestro de 5 veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross, com valor conjunto estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

 

O sequestro dos veículos integra a estratégia de descapitalização do grupo, buscando retirar não apenas os integrantes de circulação, mas também os bens utilizados para sustentar sua logística e demonstrar poder econômico.

 

Objetivo da operação

A operação busca desarticular o núcleo criminoso, atuando nas duas pontas da estrutura, localizando e prendendo os foragidos que utilizam o Rio de Janeiro como base de proteção e, simultaneamente, atingindo os braços financeiros, operacionais e patrimoniais que sustentam suas atividades em Mato Grosso.

 

Com as prisões já realizadas, os mandados ainda em aberto e o sequestro da frota de luxo, a operação busca demonstrar que o refúgio em território dominado por facções criminosas não impede a atuação estatal nem protege o patrimônio e a rede de apoio construída pelos investigados. 

FOTO PJC

COM GAZETA DIGITAL