Pela primeira vez na história do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a lista tríplice para a vaga de juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral foi formada exclusivamente por mulheres, com a indicação das advogadas Kamila Michiko Teischmann, Mara Yane Barros Samaniego e Angélica Rodrigues Maciel Felizardo. A escolha decorre de um processo que reuniu 29 inscritas para suceder o jurista Welder Queiroz dos Santos, com a definição final cabendo ao presidente da República.
Um levantamento do próprio TRE-MT mostra que, em 94 anos de história, apenas quatro mulheres integraram a corte pela classe dos advogados. A última foi Maria Abadia Pereira de Souza Aguiar, juíza-membro substituta entre 2007 e 2009.
A presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Serly Marcondes, que foi quem pediu a implementação da regra da paridade de gênero na formulação do edital pelo TJ, afirmou que o resultado representa um passo importante para ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão.
“Hoje, damos um passo importante para que a presença das mulheres nos espaços de decisão deixe de ser exceção e se torne parte natural da Justiça que queremos construir”, disse.
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, disse estar orgulhosa do que representa a formulação final da lista tríplice para as advogadas mato-grossenses.
“Este não é um movimento único, é um caminho sem volta, um caminho na direção de um sistema de Justiça mais igualitário, mais plural, mais democrático. E eu tenho o orgulho e a alegria de fazer parte deste momento histórico”, afirmou.
Oficializada a formulação da lista tríplice, o documento será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Recebendo o “aval” da Justiça Eleitoral em nível federal, caberá ao presidente da República nomear a nova juíza-membro substituta do TRE-MT.
FOTO: GAZETA DIGITAL







