PROPINA

Sardinha é escolhido relator de comissão que pode cassar Rogério Dakar em VG

 

 

A Comissão de Ética formalizou a investigação contra o parlamentar do PSDB, ontem (17), após receber um dossiê de 1,4 mil páginas do Ministério Público; denúncia envolve suposta propina gravada em vídeo.

O vereador Sardinha (MDB) foi oficialmente designado como o relator da comissão processante instaurada na Câmara Municipal de Várzea Grande para investigar o colega de parlamento Rogério Dakar (PSDB). Dakar enfrentará o procedimento interno sob a acusação de suposto recebimento de propina, uma denúncia que ganhou força após a circulação de um vídeo que expõe o parlamentar recebendo maços de dinheiro em espécie.

Com a indicação, Sardinha assumirá a responsabilidade técnica de conduzir as oitivas, colher depoimentos, analisar os documentos e elaborar o parecer final com o resultado da apuração.

O relatório conclusivo da investigação será lido em plenário perante todos os parlamentares e submetido à votação soberana. Caso o parecer de Sardinha aponte para a culpabilidade de Rogério Dakar e seja referendado pela maioria qualificada dos vereadores da Casa, a sessão de julgamento culminará na cassação definitiva do mandato do tucano por quebra de decoro parlamentar.

A Prefeitura de Várzea Grande também instaurou uma sindicância após o vazamento das imagens. À época, Dakar ocupava o cargo de diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).

Dakar assumiu a presidência do DAE em março de 2026 e deixou o cargo em 19 de agosto, conforme o Ato nº 802/2026. Caso sejam comprovadas irregularidades, além de perder o mandato na Câmara, ele poderá responder por eventual improbidade administrativa.

A sindicância da Prefeitura é realizada paralelamente à comissão processante da Câmara. O procedimento é conduzido pela Comissão Permanente de Sindicância e Processos Administrativos Disciplinares, vinculada à Secretaria Municipal de Administração.

O relatório final deve ser apresentado até o fim de setembro. Caso a Prefeitura não conclua o parecer dentro do prazo, poderá solicitar uma prorrogação de mais 30 dias.

 

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