O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso mudou de estratégia em relação aos prefeitos que decidiram ignorar a orientação oficial da legenda para apoiar a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em vez de caminhar com o candidato do partido, senador Wellington Fagundes. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, que antes defendia abertamente a expulsão dos "infiéis", agora admite que as sanções podem ser mais brandas.
Em entrevista nesta segunda-feira (21), Ananias revelou que os procedimentos no Conselho de Ética estão temporariamente paralisados devido ao ritmo intenso do processo eleitoral e que não há um prazo rígido para a conclusão das investigações. Ao ser questionado sobre o futuro dos gestores dentro da sigla, o dirigente adotou um tom moderado, deixando claro que a punição máxima pode ser evitada após uma análise jurídica detalhada de cada caso.
Apesar de aliviar a ameaça de expulsão, a cúpula do partido já definiu uma retaliação imediata: os prefeitos dissidentes perderão o controle político das estruturas locais. Ananias Filho confirmou que o comando de todos os diretórios municipais será retirado das mãos dos gestores que se alinharam a Pivetta.
O novo posicionamento representa um recuo em comparação ao discurso adotado no início de setembro, quando o presidente estadual chegou a afirmar que votaria pela exclusão dos prefeitos Flávia Moretti (Várzea Grande), Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Sérgio Machnic (Primavera do Leste). A mudança de postura ocorre em um momento em que a crise de infidelidade partidária se agravou, com novos integrantes da sigla demonstrando apoio à atual gestão do Estado, forçando a direção a recalcular os danos políticos para evitar um esvaziamento da legenda.
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