Julgamento de Antônio Gomes, Hedilerson Fialho e Etevaldo Caçadini ocorre na próxima terça-feira (29) no Fórum da Capital; sessão havia sido adiada em julho após jurado passar mal.
Os réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas serão submetidos a júri popular na próxima terça-feira (29) pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri. A sessão de julgamento foi agendada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá, encerrando uma longa espera pela definição da data do julgamento do crime de grande repercussão.
O desfecho do caso estava inicialmente previsto para ocorrer em julho deste ano. No entanto, o julgamento precisou ser cancelado e redesignado logo em seu início devido à dissolução do Conselho de Sentença. Na ocasião, problemas súbitos de saúde apresentados por um dos jurados sorteados impediram a manutenção do quórum mínimo legal, forçando o magistrado a anular os atos e adiar os trabalhos.
De acordo com o despacho do Tribunal do Júri, a nova sessão de julgamento terá início impreterivelmente às 9h, no Plenário do Fórum de Cuiabá. Os três acusados, que respondem por homicídio qualificado por envolver emboscada e promessa de recompensa, enfrentarão o corpo de jurados em um esquema de segurança reforçado na capital, diante do forte impacto do homicídio do jurista no meio de segurança e do direito em Mato Grosso.
Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva teria efetuado os disparos contra Zampieri. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, membro do Exército e instrutor de tiro, é apontado como intermediário do crime, sendo responsável por contratar o executor e entregar a arma de fogo. O coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de ser o financiador do crime.
O trio foi denunciado por homicídio com as qualificadoras de promessa de recompensa, recurso que dificultou a defesa da vítima, uso de arma de uso restrito e concurso de agentes.
O crime
Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro de 2023, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava em uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo.
O crime teve como motivação uma disputa de terra avaliada em R$ 100 milhões. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, aponta como mandantes Anibal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo. Eles foram denunciados por homicídio qualificado.
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