TRIBUNAL DO JURI

Justiça condena 3 pelo assassinato de Roberto Zampieri

Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foram condenados pelo crime de homicídio triplamente qualificado do advogado Roberto Zampieri morto em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Foram 3 dias de julgamento.

Antônio foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão. Hedilerson recebeu pena de 25 anos, enquanto Caçadini foi sentenciado a 21 anos.

Antônio Gomes da Silva admitiu em plenário ter matado o advogado e disse que matou mesmo e que se preciso materia de novo porque segundo ele, Zampieri era" uma desgraça.”

Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa, instrutor de tiro e despachante bélico, apresentou versão completamente diferente da sustentada pelo Ministério Público. “Eu sou um professor, minha vida é ensinar. Eu não sou aquele cara tático, não tenho vivência, só sei ensinar”, afirmou.

Hedilerson disse que deixou o armamento guardado em uma maleta no hotel e saiu para comer com Antônio. Foi nesse intervalo, sustenta, que Antônio teria pegado a arma sem seu conhecimento e cometido o crime. “Traiu a minha confiança, se aproveitou de uma certa confiança que eu tinha com ele”, afirmou.

Ele disse que saiu do hotel acompanhado de Antônio e que o colega carregava uma caixa, embora tenha dito desconhecer o conteúdo e que nunca conheceu Zampieri, nunca foi ao escritório do advogado e só descobriu quem era a vítima depois de já estar preso.

Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, de 71 anos, coronel aposentado do Exército, negou qualquer participação no assassinato, ele disse que nunca conheceu nem sequer tinha ouvido falar no advogado antes da repercussão do assassinato.

Caçadini contou que Antônio chegou a tratar com ele sobre uma possível reforma em seu escritório, ele tentou explicar movimentações financeiras investigadas no caso. Ele negou que empresas de sua propriedade fossem de fachada e afirmou que um depósito de R$ 70 mil realizado em Cuiabá teve origem na venda de equipamentos e no recebimento de dividendos.

Segundo o coronel, o dinheiro seria usado para comprar um veículo.

A versão foi apresentada para afastar a interpretação da acusação de que movimentações financeiras pudessem estar relacionadas ao pagamento pelo assassinato.

REPRODUÇÃO TJMT