Os empresários Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari, pais de Bianca Cestari (19), que aos 15 anos matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, de 14, com um tiro na cabeça no ano de 2020, em Cuiabá, sofreram mais uma derrota ao terem negado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) a liberação dos celulares apreendidos.
O relator, ministro Edson Fachin, presidente do STF, entendeu que a defesa não conseguiu demonstrar adequadamente a existência de repercussão geral na questão apresentada — requisito necessário para que um recurso extraordinário seja analisado pela Corte.
O entendimento foi acompanhado pelos demais ministros.
Tanto Marcelo como Gaby Cestari respondem a processos criminais relacionados à morte de Isabele. Além do homicídio culposo, o casal é réu por entrega de arma de fogo e munição à adolescente, posse irregular de arma de fogo de uso permitido e fraude processual.
O CASO QUE CHOCOU CUIABÁ
Isabele Ramos foi morta aos 14 anos de idade, em 12 julho de 2020 com um tiro no rosto, dado pela amiga Bianca no banheiro da casa dela, em um condomínio Alphaville.
O crime aconteceu no momento em que Marcelo Cestari pediu à filha que guardasse uma pistola no quarto principal, no andar de cima da casa. A arma foi trazida pelo namorado de Bianca, um adolescente de 17 anos.
Conforme perícia da Politec, Bianca apontou a arma para o rosto de Isabele a uma distância entre 20 e 30 centímetros do rosto da amiga, fato que distoou da versão de disparo acidental, apresentada à Justiça pela então adolescente
Em janeiro de 2021, Bianca Cestari foi condenada a três anos de internação por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar, ficando reclusa até meados de 2022 no Centro Socioeducativo Menina Moça, no bairro do Carumbé, em Cuiabá.
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