A juíza Célia Regina Vidotti autorizou o compartilhamento das provas produzidas em uma ação penal na 7ª Vara Criminal da capital e os depoimentos prestados em juízo pelo ex-governador Silval Barbosa, pelo ex-secretário Pedro Jamil Nadaf e por outros cinco colaboradores premiados vão entrar como prova na ação de improbidade administrativa que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá. Além de Silval e Nadaf, serão trasladados os depoimentos dos colaboradores Afonso Dalberto, João Justino Paes Barros, Sílvio Cezar Correa Araújo, Filinto Muller e Antônio Rodrigues de Carvalho. Também entram os relatos de duas testemunhas e os interrogatórios de Arnaldo Alves, de Francisco Gomes de Andrade Lima Filho e do advogado Levi Machado de Oliveira na esfera criminal. O pedido de prova emprestada foi do Ministério Público de Mato Grosso.
Só foi rejeitada a contestação do ex-secretário Arnaldo Alves de Souza Neto, que tentava barrar o uso das delações.
O compartilhamento tem limites. Só entram os depoimentos prestados na fase judicial da ação penal, e não os da fase de investigação, além de documentos novos produzidos depois que a ação de improbidade foi proposta. A restrição já estava em uma decisão anterior da juíza.
A juíza pediu à 7ª Vara Criminal de Cuiabá o envio dos depoimentos. Depois que todo o material chegar, as partes terão 15 dias para se manifestar.
A ação, proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso em 2017, apura suposto desvio na desapropriação de uma área ocupada pelo bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, em 2014, pela qual o Estado pagou R$ 31,7 milhões. Segundo o MP, cerca de R$ 15,8 milhões teriam voltado a integrantes do esquema. O caso é um dos desdobramentos da Operação Sodoma, deflagrada em 2016. A ação é cível e não se confunde com o processo criminal. Os requeridos negam as irregularidades.
COM FATOS DE MATO GROSSO







