QUEIMANDO O SETOR

Liga Independente de Bares e Restaurantes vai denunciar empresários que estão deixando aglomerações

Proprietários de bares e restaurantes de Cuiabá criaram a campanha "Não é nossa culpa! Precisamos trabalhar" onde eles vão fiscalizar os empresários que estão gerando aglomeração e penalizando todo o setor.

O presidente da Libre-MT, o empresário Carlos Eduardo Mendes de Oliveira, disse que o decreto de Mauro atingiu os estabelecimentos que já vinham seguindo as regras.

"Nós estamos sofrendo demais com esse decreto, totalmente voltado contra o nosso setor, e resolvemos nos manifestar, porque estávamos muito calados, tentando nos adequar. Até o primeiro decreto ninguém estava reclamando de nada, apesar de já estar totalmente prejudicado o faturamento, estávamos trabalhando com intenção de pelo menos quitar a folha de pagamento, mas esperando que o Governo tivesse alguma postura de voltar o horário normal. Mas chegou esse decreto da Lei Seca, aí acabou com tudo, o movimento de quem trabalha com a noite caiu mais de 90%".

Carlos Eduardo disse que a culpa do aumento dos números de casos de Covid-19 no Estado não deve cair toda sobre os bares e restaurantes. Segundo ele algumas medidas foram responsáveis por um aumento de fluxo de pessoas em mercados e shoppings.

Ele denuncia que   há quase 30 dias fechando com horário reduzido e os números só aumentam, e que os mercadosestão ficando cheios, as feiras estão cheias, shopping dos camelôs está cheio, dando mais congestionamento de pessoas, mas a culpa cai só sobre os bares.


Ele lembrou que todos os bares e restaurantes estão habituados a ter que seguir normas da Vigilância Sanitária, então não seria novidade obedecer os protocolos contra a Covid-19. O que prejudicou a imagem deles, ele afirma, foram os bares que não seguiram as normas.

"Inclusive a gente propõe sangrar da própria carne e nós mesmos denunciarmos os bares que estão fazendo tudo errado, essa é a proposta. A gente quer que o Governo pelo menos nos escute".

O setor irá elaborar um ofício nesta terça-feira (30), para encaminhá-lo ao governador Mauro Mendes, para serem ouvidos.

"Na quarta-feira se nada estiver resolvido vamos partir para manifestação. Queremos uma reunião, nem que seja virtual, desde que pare para ouvir o setor. [Porque] estamos sendo tratados igual a bandidos. Eu fiz até um vídeo, fui no Shopping Popular, entrei lá, ninguém me parou para medir temperatura nem nada, super cheio lá. Quando saí de lá fui para o meu bar, e lá já estavam duas viaturas da polícia falando que se não parasse de servir bebida alcoólica ia prender o dono".

"O que a gente quer é trabalhar, e queremos ser fiscalizados", finaliza ele.