ALIMENTOS

Cesta básica fecha junho com alta anual de 11,21% em Cuiabá

Dados coletados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que em junho, a cesta básica em Cuiabá registrou valor médio de R$ 605,28. O custo do conjunto básico de alimentos revela alta anual de 11,21% ante e média apurada em igual mês do ano passado, R$ 544,15. Já em relação a maio, houve leve recuo ante o preço anterior de R$ 605,28.

O Imea alterou a forma de divulgação dos preços da cesta básica e por isso não é possível saber quais alimentos contribuíram para o avanço anual do preço, e tão pouco o que aliviou o orçamento doméstico na passagem de maio para junho.

De todo modo, seguindo o ranking nacional elaborado pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cuiabá apresenta o sétimo maior valor entre as capitais monitoradas pelo Órgão. Estão a frente da capital mato-grossense, Florianópolis (R$ 645,38), Porto Alegre (R$ 642,31), São Paulo (R$ 626,76), Rio de Janeiro (R$ 619,24), Curitiba (R$ 618,57) e Vitória (R$ 611,29).

Até 2018, Cuiabá estava entre as cidades monitoradas pelo Dieese, que hoje registra o comportamento dos preços em 17 capitais.

Entre maio e junho de 2021, o custo médio da cesta básica de alimentos aumentou em oito cidades e diminuiu em nove. As maiores altas foram registradas em Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%). As capitais com quedas mais intensas foram Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%).

Ao comparar junho de 2020 e junho de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento.

Com base na cesta mais cara que, em junho, foi a de Florianópolis, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em maio, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o piso em vigor.

O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em junho, ficou em 111 horas e 30 minutos (média entre as 17 capitais), ligeiramente menor do que em maio, quando foi de 111 horas e 37 minutos.

Quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social (7,5%), verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em junho, na média, 54,79% (média entre as 17 capitais) do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Em maio, o percentual foi de 54,84%.

 

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