OPERAÇÃO ARARATH

Teis continua cumprindo prisão domiciliar

 A ministra  Cármen Lúcia do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a prisão domicilar do conselheiro Waldir Teis que está afastado pela Operação Ararath.

Ele havia entrado com pedido de liminar, mas a prisão foi ratificada nesta terça-feira (3) tornando definitiva a decisão monocrática do colega Dias Tófolli, que relaxou a prisão e permitiu que Teis deixasse o Centro de Custódia da Capital (CCC), no começo de agosto de 2020, dias depois de sua detenção para cumprir prisão domiciliar.

A nova decisão manteve inalteradas as medidas cautelares diversas da prisão já decretadas por Tóffoli. Waldir Teis foi preso no dia 1º de julho de 2020 por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao ser flagrado por um policial federal, tentando se livrar de cheques com valores milionários ao ser alvo da Operação Gerion - 16ª fase da Ararath, deflagrada no dia 17 de junho.

À ocasião, agentes da PF cumpriam mandado de busca e apreensão no escritório do conselheiro à procura de documentos, arquivos e mídias de interesse da investigação relativa a denúncias contidas na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa. Ele afirmou que fez pagamentos de propina somando R$ 53 milhões para cinco conselheiros que exigiam a vantagem indevida para não fiscalizar obras irregulares no Estado e também para aprovação de suas contas de governo.

Waldir Teis foi flagrado por um agente da PF após descer correndo 16 andares de escadas em apenas dois minutos para descartar numa lixeira cheques de interesse da investigação sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Teis só deixou o Centro de Custódia no dia 4 de agosto de 2020 beneficiado pela liminar do ministro Dias Toffoli que agora foi confirmada por Cármen Lúcia.


Waldir Teis e outros quatro conselheiros foram afastados do TCE em 14 de setembro de 2017 por determinação do ministro Luiz Fux, Supremo Tribunal Federal, quando foi deflagrada a 14ª fase da Operação Ararath, batizada de Malebolge. Valter Albano (à época presidente do TCE), Antônio Joaquim, José Carlos Novelli, Waldir e Sérgio Ricardo de Almeida, ao lado de Teis, são acusados de terem recebido R$ 53 milhões em propina paga pelo ex-governador Silval Barbosa para aprovar suas contas e não "atrapalhar" o andamento de obras de infraestrutura do programa Mato Grosso 100% Integrado e obras da Copa.

 FOTO REPRODUÇÃO