As vendas de veículos zero quilômetro, em Mato Grosso, registraram em julho o melhor momento de vendas do ano com 9.285 unidades comercializadas, superando o resultado de maio, até então o grande momento de 2021, com 9.197. Fazem parte das estatísticas divulgadas ontem pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros.
Conforme os dados, as vendas/emplacamentos de modelos zero quilômetro no Estado apontam crescimento de 51,79% na comparação entre os saldos de julho deste ano ante aos de igual momento do ano passado, com a comercialização de 6.117 unidades. Já na avaliação mensal, ante junho, há expansão de 3,29%.
Considerando o acumulado do ano, os concessionários de Mato Grosso somam vendas de 56.528 unidades, 27,73% acima do contabilizado nos primeiros sete meses do ano passado: 44.257 unidades.
A maior parte das vendas mato-grossenses em 2021 é de modelos dos segmentos automóveis e comerciais leves, 26.472 unidades, cuja participação no mercado de zero quilômetro é de 46,83%. Em segundo lugar estão as motos, 20.309 unidades comercializadas de janeiro a julho desse ano, somando participação de 35,93% no total estadual.
No País, os emplacamentos encerraram o mês de julho próximo da estabilidade, na comparação com junho (baixa de 0,02%). No entanto, há queda de 7,3% no volume de automóveis emplacados, segmento que, conforme ranking histórico, registrou o pior mês de julho desde 2005. A explicação é a escassez de produtos nas concessionárias, por conta das dificuldades que a indústria enfrenta para a obtenção de peças e componentes.
Apesar da retração nos licenciamentos de automóveis, os segmentos de caminhões, implementos rodoviários, motos e comerciais leves tiveram resultados positivos em julho. Com isso, o setor, como um todo, registrou alta de 10,9% em julho deste ano, sobre julho de 2020, e aumento de 33,74% no acumulado dos sete primeiros meses de 2021, em relação ao mesmo período de 2020.
"O número de emplacamentos, até agora, mostra que o setor, no geral, mantém sua trajetória de recuperação, com um volume total próximo ao que registramos nos últimos anos, antes da pandemia. E se a produção estivesse normalizada, principalmente, para automóveis, poderíamos ter um crescimento ainda maior do que o previsto para este ano", afirma Alarico Assumpção Júnior, Presidente da Fenabrave.
FOTO: DIVULGAÇÃO









