GREVE HÁ 14 DIAS

Mauro diz temer que greve dos policiais penais transforme sistema carcerário em barril de pólvora

O governador disse que está preocupado com a greve dos policiais penais em Mato Grosso, que hoje completa 14 dias.

Ele teme que haja rebeliões e as penitenciárias se transformem num barril de pólvora já que está tudo suspenso: visitas, banhos de sol o que revolta os presos.

"Os servidores serão responsabilizados caso algo de pior aconteça", alertou o governador.

Mauro lembra que tem decisões judiciais declarando a greve ilegal por eles fazerem parte da segurança.

Os policiais penais pedem equiparação salarial com as outras polícias, o que, na média, dobraria a folha salarial da categoria. Mauro afirmou que o Palácio Paiaguás não irá ceder a pressão da categoria e não irá apresentar proposta para que o movimento seja suspenso.

Sobre a reclamação de que não recebeu pessoalmente os líderes dos policiais penais, o governador ressalta que não consegue atender todos que lhe procuram e cita reunião em que o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e do da Segurança Pública, Alexandre Bustamante, apresentou uma proposta, que acabou recusada pelo Sindpsen, sindicato que lidera o movimento. Os sindicalistas afirmam que na ocasião, o Palácio Paiaguás chegou a oferecer reajuste de 15%.

“O que foi dito a eles na reunião foi discutido comigo.  Foi dito na reunião com toda a clareza: tem uma proposta hoje, se entrar em greve a proposta está zerada. Eles tomaram o caminho número dois. Então, hoje não tem mais proposta do governo”, declarou.

 

Os policiais penais já sofreram duras derrotas no Judiciário estadual, que além de declarar greve ilegal, autorizou a suspensão dos salários dos grevistas assim como que as polícias Civil e Militar poderão prender os servidores em caso de descumprimento da ordem. O desembargador Pedro Sakamoto, do Tribunal de Justiça (TJMT), ainda estabeleceu multa de R$ 200 mil por dia ao sindicato e de R$ 50 mil aos dirigentes da entidade por cada dia de descumprimento da ordem de retorno ao trabalho. Para que a ordem seja cumprida, determinou o bloqueio das contas do Sindspen e dos diretores.


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