A cesta básica de Cuiabá segue em trajetória de alta. Abriu o ano novo da mesma forma como fechou 2021: registrando uma sequencia de quebra de recordes com a elevação mensal de preços. Em janeiro, houve nova marca com o preço médio ficando acima de R$ 650.
O conjunto de alimentos básicos fechou janeiro cotado a R$ 651,04, alta mensal de 0,04% em relação aos R$ 650,77 de dezembro e de mais de 6,5% na comparação anual ante igual momento do ano passado, quando a média havia ficado em R$ 611,34.
Conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apesar da evolução dos preços, Cuiabá deixou de apresentar a cesta mais cara entre as capitais do Centro-Oeste, passando o posto para Campo Grande, cuja média foi de R$ 660,11. Com essa movimentação, a Capital de Mato Grosso fechou janeiro com o 8º maior valor do ranking nacional.
Com essa variação, o cuiabano segue despendendo mais da metade do valor do salário mínimo bruto, R$ 1.212 para aquisição da cesta básica. Em janeiro foram necessários mais de 53% do piso nacional.
No ranking nacional, realizado por meio da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Dieese, 16 - das 17 capitais que fazem parte do levantamento – registraram alta de preços. Pela ordem, as mais caras foram encontradas em: São Paulo (R$ 713,86), Florianópolis (R$ 695,59), Rio de Janeiro (R$ 692,83), Vitória (R$ 677,54) e Porto Alegre (R$ 673,00).
No Centro-Oeste, Brasília e Campo Grande se destacam como as capitais mais ‘caras’ da região. Conforme o Dieese, em janeiro, os preços médios foram de R$ 661,09 e de R$ 660,11, respectivamente.
Desde janeiro de 2016, o Diesse suspendeu a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos na capital mato-grossense, avaliação mensal que vem sendo realizada pelo Imea, que adota a mesma metodologia do Departamento e por isso é possível inserir Cuiabá no contexto nacional. No entanto, o Imea alterou a forma de divulgação dos preços da cesta básica e por isso não é possível saber quais alimentos contribuíram para o avanço anual do preço.
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