FEMINICÍDIO

Mulher pede socorro em grupo de WhatsApp antes de ser morta a facadas

Maria do Socorro Monteiro da Costa, de 53 anos, havia enviado audios no grupo de mensagens de WhatsApp do bairro antes de ser morta a facadas  dentro de sua residência, no bairro Jardim Passaredo, em Cuiabá. O suspeito é o próprio marido com quem estava bebendo.

Ele acabou  preso pouco depois pela Polícia Civil.

 Vizinhos de Maria do Socorro ligaram para a polícia assim que receberam os audios e ao chegar no local ela estava  caída na entrada da casa. O SAMU foi chamado. O corpo estava na entrada da casa, onde funciona um bar e um salão de cabeleireiro.

A equipe da DHPP encontrou o imóvel estava todo revirado e com sinais de briga e manchas de sangue em vários pontos da casa. O corpo da vítima apresentava hematomas e uma perfuração de arma branca no tórax, do lado esquerdo, e aparentava sinais de resistência.

Testemunhas relataram que viram o casal ingerindo bebida alcoólica e conversando, como habitualmente faziam, por volta das 19h do dia anterior. Às 01h11 de sábado, Maria do Socorro enviou áudios ao grupo de mensagens do bairro pedindo socorro. O conteúdo dos áudios indica que a vítima já tinha sido atingida com a perfuração no tórax.

O convivente da vítima foi detido pela equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa próximo à casa onde ocorreu o crime. Ele estava com uma mochila nas costas, onde foi encontrada uma faca de cabo branco e confessou aos policiais civis que usou a arma para atingir a mulher. Durante a abordagem, a todo o momento ele perguntava se Maria do Socorro estava morta.

Ele confessou que houve uma discussão entre ele e a vítima e que a havia ferido, mas em legítima defesa. Ele foi detido no momento em que a equipe da Delegacia de Homicídios estava encerrando os trabalhos periciais na residência. Ele se aproximou por uma rua escura e estava com uma mochila nas costas e marcas de sangue e luta, descalço e sem camisa.

O suspeito, de 53 anos, foi encaminhado à DHPP e autuado em flagrante por homicídio qualificado em feminicídio. O delegado Olímpio Cunha representou à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

FOTO REPRODUÇÃO REDE SOCIAL