Após passar por audiència de custodia nesta sábado, o juiz Jeverson Luiz Quinteiro, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica de Cuiabá decidiu manter a prisão do padre Nelson Koch, de 54 anos, suspeito de ter abusado de crianças e adoslecentes em Sinop.
O padre se apresentou à polícia e está preso no Centro de Custódia de Cuiabá desde a última sexta-feira (18).
Ele chegou a ser preso no mês de fevereiro, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva decretada pela 2ª Vara Criminal do município, mas foi solto quatro dias depois.
Segundo o magistrado, não foi encontrado irregularidades na prisão do padre. No entanto, por se tratar de menores, o processo é sigiloso e segue em segredo de justiça.
Nelson Koch começou a ser investigado após a denúncia da mãe de um jovem de 15 anos, que começou a trabalhar na igreja em 2021.
Segundo ela, desde o ano passado o menino tem sofrido abusos sexuais praticados pelo religioso. Além disso, afirmou ainda que os crimes ocorreram em períodos diferentes, desde que ele tinha 7 anos.
Após a denúncia, outras vítimas surgiram. O inquérito policial aponta indícios de que ele cometeu os crimes.
Até então, nove pessoas foram ouvidas durante as investigações, entre elas cinco vítimas.
Padre diz que abusos foram consentidos
O delegado Sérgio Ribeiro, titular da Delegacia da Mulher de Sinop, disse em entrevista que o padre lamentou o fato, afirmando que tudo foi consentido.
“Disse que tudo que ele fez foi consentido, que todos os relacionamentos que ele teve com esses adolescentes teriam sido consentidos e que eles até pediam”, explicou.
“Ele se demonstrava bem arrependido dos fatos. Chorou muito porque ia deixar de ser padre, dizia que queria preservar também a igreja”, complementou.
Segundo o delegado, em uma entrevista preliminar durante o trajeto à delegacia, o padre lamentou.
“Disse que tudo que ele fez foi consentido, que todos os relacionamentos que ele teve com esses adolescentes teriam sido consentidos e que eles até pediam”, explicou.
“Ele se demonstrava bem arrependido dos fatos. Chorou muito porque ia deixar de ser padre, dizia que queria preservar também a igreja”, complementou.
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