O enfermeiro de 34 anos, preso por suspeita de estuprar uma paciente grávida dentro do Hospital Geral (HG) e Maternidade de Cuiabá, foi solto durante audiência de custódia. A decisão é da juíza Suzana Guimarães Ribeiro.
A prisão ocorreu durante a madrugada da última quarta-feira (13), e o homem foi solto sob uso de tornozeleira, no final da tarde do mesmo dia.
Nos autos do processo, a juíza observou que a conduta do enfermeiro, em tese, se mostrou reprovável. “Todavia, entendo que não é o caso de manter a prisão neste momento, até que se apure por completo os fatos narrados nos autos”, disse.
A magistrada entendeu que, em liberdade, ele não colocará em risco a investigação, colheita de provas e não se furtará à aplicação da lei.
“Entretanto, os fatos narrados nos autos justificaram a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão”, observou.
Assim, determinou o uso tornozeleira eletrônica por 6 meses, não pode se ausentar da cidade, bem como o comparecimento do enfermeiro em todos os atos do processo, sendo que ele também não pode mudar de endereço sem autorização e aviso do juízo.
O crime teria ocorrido quando a gestante tomava medicamento em um dos quartos do HG.
Segundo denúncia, o enfermeiro começou a pegar na barriga da paciente e na virilha. Depois, apalpou os seios da vítima.
Ela pedia para ele parar com a ação, mas o suspeito continuava com o abuso. A mulher não tinha forças para reagir uma vez que estava medicada.
Em nota, a administração do Hospital Geral informou que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos através de testemunhas e imagens das câmeras internas, pois preza pela segurança e atendimento humanizado aos seus pacientes. Disse ainda que diante dos graves fatos relatados, o enfermeiro será desligado do nosso quadro de funcionários imediatamente.
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