Entidades não governamentais e Coletivos se reuniram na madrugada desta segunda-feira (17/08), em frente à Câmara de Vereadores de Sinop, para um manifesto pacífico que repudiou o título de Cidadão Sinopense dado ao Presidente Jair Bolsonaro na semana passada.
A proposta, que teve assinatura de 11 dos 15 vereadores, foi votada na sessão de 10 de agosto. Segundo o autor do Projeto de Decreto Legislativa, Vereador Dilmair Callegaro (PSDB), a honraria foi concedida pela atuação do presidente no combate à corrupção e também nas ações para o desenvolvimento do país, com atenção ao agronegócio, liderado por Mato Grosso.
Para os manifestantes, o título foi completamente equivocado, pois as ações do presidente foram determinantes para o avanço do coronavírus no país, estimulando a flexibilização do isolamento social e desestimulando as orientações feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na contenção da Covid, vitimando mais de 107 mil pessoas no país, até hoje.
O ato, além do repúdio ao título concedido ao presidente, também levou palavras de apoio e solidariedade às famílias das mais de 70 vítimas da Covid na cidade de Sinop. Além disso, a manifestação pacífica enfatizou a necessidade da gestão pública de Sinop na promoção de ações responsáveis que preservem a vida da população, deixando de olhar apenas para a flexibilização do isolamento como tem acontecido. Segundo os manifestantes o título foi dado pela quantidade de isenções fiscais que o Agronegócio tem recebido no Estado e no Brasil.
Segundo a representante da Adunemat Subseção de Sinop, professora Thiélide Pavanelli, o ato foi pensado como forma de alerta. Segundo ela “se a prefeitura flexibilizou a abertura do comércio e revogação do toque de recolher, não significa que estamos livres da Covid, significa que está havendo uma transferência de responsabilidade de gestão, se isentando assim do ônus da perda de vidas, como tem feito o presidente desde o início da pandemia”. Ainda segunda Pavanelli, “quem mais sofre e sofrerá com a Pandemia é a população menos assistida por políticas públicas”.
O ato foi realizado pela Associação dos Docentes da Unemat (ADUNEMAT), por meio da Subseção de Sinop, juntamente com o Comitê Sindical de Sinop e os Coletivos Sinop para Elas e Sinop Antifascista, que reforçaram não se sentirem representados pela Câmara Municipal ao conceder o título de cidadão sinopense ao presidente.








