O deputado federal José Medeiros (PL-MT) não poupou críticas às medidas cautelares impostas, nesta sexta-feira (18), ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de redes sociais e o contato com o filho Eduardo Bolsonaro.
Em um vídeo, Medeiros expressou sua indignação com a ação da Polícia Federal e questionou veementemente a justificativa para tais restrições. (Veja o vídeo no final da matéria).
"O ministro Alexandre resolveu dobrar a aposta e mandou a Polícia Federal levar o presidente Jair Bolsonaro. É, nesse momento ele está lá na Polícia Federal. E aí você pergunta, qual o crime?", indagou o deputado.
Medeiros ironizou os possíveis motivos. "Foi roubar os Correios, os fundos de pensões dos funcionários? Foi roubar bilhões da Petrobrás ou ter um sítio fruto de corrupção? Ou talvez um triplex à beira da praia? Ah, então pode ser uma conta no exterior com R$ 300 milhões recebido da JBS? Não. Já sei. Foi espantar baleia. Não, não foi também."
REAÇÃO DO PL
As medidas cautelares contra Bolsonaro foram ordenadas pelo STF nesta sexta-feira (18), com o ministro Alexandre de Moraes justificando-as pela confissão "consciente e voluntária" do ex-presidente de uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira e pela atuação conjunta com Eduardo Bolsonaro para "interferir no curso de processos judiciais".
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também mencionou a "concreta possibilidade de fuga" de Bolsonaro como um dos fatores para as restrições.
A reação do Partido Liberal foi imediata e enfática. O senador mato-grossense Wellington Fagundes (PL) classificou as decisões como um "excesso", destacando que o ex-presidente sempre esteve à disposição das autoridades.
O próprio Bolsonaro se disse "humilhado" após a instalação da tornozeleira eletrônica, negando qualquer intenção de deixar o país ou buscar asilo. A defesa do ex-presidente, por sua vez, manifestou "surpresa e indignação" com as "medidas cautelares severas".
As buscas da Polícia Federal ocorreram na casa de Bolsonaro, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal, com a apreensão de um pendrive e dinheiro em espécie.
A investigação que levou às medidas cautelares apura crimes como coação no curso do processo, obstrução e ataque à soberania, com penas que podem somar até 20 anos de prisão.
Ainda em meio à controvérsia, o Partido Liberal divulgou uma nota oficial manifestando "estranheza e repúdio" à ação da Polícia Federal, afirmando que "se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa?".
FOTO: ASSESSORIA








