ELEIÇÕES 2026

Lideranças fecham 2025 em plena pré-campanha em Mato Grosso

 

Sem eleições no calendário oficial, 2025 foi, na prática, um ano de pré-campanha em Mato Grosso. As principais lideranças políticas do estado usaram o período para se posicionar, testar nomes e reorganizar alianças com foco direto nas eleições de 2026, quando estarão em disputa o Governo do Estado, duas vagas ao Senado, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.

No plano estadual, o governador Mauro Mendes (União Brasil) permaneceu como o principal eixo das articulações políticas. Com a gestão bem avaliada, Mendes encerrou o ano no centro das especulações sobre a sucessão estadual e, sobretudo, sobre a disputa ao Senado.

Embora tenha evitado anunciar publicamente seus planos, o governador ampliou agendas no interior, participou de inaugurações estratégicas e manteve diálogo frequente com prefeitos e parlamentares, reforçando sua posição como nome praticamente consensual do grupo governista para a chapa majoritária de 2026.

Ao lado de Mendes deverá estar Otaviano Pivetta (Republicanos), atual vice-governador, que em abril deverá assumir o comando do Palácio Paiaguás com a renúncia do governador para tentar a vaga ao Senado. A escolha, embora tenha agradado integrantes do bolsonarismo em Mato Grosso, praticamente inviabilizou uma aliança com o PL.

Isso porque o senador Wellington Fagundes (PL) consolidou-se como um dos principais pré-candidatos ao governo, aparecendo de forma recorrente na liderança ou entre os primeiros colocados em pesquisas de intenção de voto.

O movimento do PL foi acompanhado de articulações com lideranças municipais e do fortalecimento do discurso de oposição ao governo estadual e ao governo federal. O partido ainda tem como pré-candidato ao Senado o nome do deputado federal José Medeiros (PL).

Outro nome que passou a circular nos bastidores foi o da deputada estadual Janaína Riva (MDB), frequentemente citada tanto para o Governo do Estado quanto para o Senado.

Em 2025, Janaína intensificou presença no interior e ampliou o tom crítico ao Executivo estadual, sinalizando independência política e buscando se posicionar como alternativa fora do eixo União Brasil-PL. A expectativa é que a parlamentar tente uma das duas vagas ao Senado.

A dobradinha entre Mauro e Pivetta ainda pode ser desfeita, já que o senador Jayme Campos (União Brasil) manteve atuação política ativa e colocou seu nome à disposição para disputar o governo.

O posicionamento de Jayme deu início a um novo processo de disputas internas dentro do União Brasil, a exemplo do que ocorreu na eleição municipal de Cuiabá, quando o deputado estadual Eduardo Botelho (União) e o chefe da Casa Civil, deputado federal Fabio Garcia (União) disputaram a indicação do grupo.

No campo da centro-esquerda o cenário que parecia definido ganhou novos fatores de instabilidade. Se a aliança entre a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B) e o PSD definiu os nomes de Natasha Slhessarenko (PSD) ao governo e do senador Carlos Fávaro (PSD) ao Senado, a entrada do PSB no grupo pode causar grandes divergências. Isso porque a sigla escolheu como pré-candidato ao Senado o ex-governador Pedro Taques, desafeto de Fávaro.

A decisão causou mal-estar entre os integrantes do grupo e coloca em risco até mesmo a aliança, fundamental para as pretensões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que tentará o quarto mandato.

 

FOTO: SECOM MT