JUDICIÁRIO DE MATO GROSSO

Servidores decidem entrar em greve por reajuste salarial

 

Após Assembleia Geral Extraordinária realizada na manhã de hoje (7), os servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso decidiram entrar em greve a partir do dia 21 de janeiro. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário (Sinjusmat), Rosenwal Rodrigues, a paralisação será por tempo indeterminado.

A greve ocorre em razão da reivindicação de reajuste salarial de 6,8%, que vem enfrentando uma série de obstáculos desde o ano passado. O Projeto de Lei nº 1.398/2025, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que trata do aumento, foi aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no início de setembro de 2025 e foi adiado por três pedidos de vista apresentados pelos deputados Beto Dois a Um (PSB), Dr. Eugênio (PSB) e Chico Guarnieri (PRD). As sessões foram marcadas por manifestações de servidores que pressionavam os parlamentares pela aprovação do reajuste.

Já no dia 19 de novembro, o aumento acabou sendo aprovado na ALMT. Contudo, em 1º de dezembro, o governador Mauro Mendes (União) vetou integralmente o projeto. Como justificativa, ele alegou que o TJMT não apresentou estudos de impacto financeiro consolidados nem indicação de fonte de custeio permanente para sustentar o reajuste.

Além disso, o governador afirmou que o aumento provocaria um acréscimo estimado de R$ 1,6 bilhão por ano na folha de pagamento do Estado, abrindo precedentes para que outras categorias pleiteassem reajustes, gerando efeito cascata e impacto nas contas públicas.

De volta à ALMT, no dia 3 de dezembro, o veto do governador foi mantido pelos deputados.

Além do reajuste salarial, os servidores do Poder Judiciário também reivindicam a instituição do Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) para todos os servidores ativos, de todas as classes e níveis.

 

FOTO: ALMT