A ex-senadora Margareth Buzetti (PP-MT) lançou uma mobilização nacional para cobrar do governo federal o cumprimento imediato da lei que cria o Cadastro Nacional de Pedófilos e Predadores Sexuais.
De autoria da parlamentar, a legislação foi sancionada em novembro de 2024, mas segue sem sair do papel sob a alegação de falta de recursos — argumento que a senadora rebate com números alarmantes de subexecução orçamentária.
Em forte crítica à gestão federal, Buzetti classificou como "revoltante" o fato de pautas como o combate ao feminicídio e à pedofilia ganharem destaque apenas em anos eleitorais.
Segundo a parlamentar, o problema não é a escassez de dinheiro, mas a incapacidade ou falta de prioridade no uso das verbas já autorizadas pelo Congresso Nacional.
O "apagão" nos investimentos
A senadora apresentou dados que mostram um abismo entre o que foi prometido e o que foi efetivamente gasto. No Ministério das Mulheres, dos R$ 350 milhões disponíveis em 2024, apenas R$ 50 milhões foram aplicados.
O cenário em 2025 é ainda mais lento: até maio, somente R$ 10 milhões haviam sido executados de um orçamento de R$ 370 milhões.
No Ministério da Justiça, a situação é apontada como mais grave. Buzetti revelou que o Plano Nacional de Prevenção ao Feminicídio teve cerca de R$ 2,5 bilhões aprovados entre 2024 e 2025, mas apenas R$ 200 milhões foram utilizados na prática.
"Recursos existem. Entre os ministérios da Justiça e das Mulheres, deixaram de executar R$ 2,5 bilhões já autorizados. O que faltou foi vontade política", disparou a senadora.
Para Margareth Buzetti, a demora na implementação do cadastro deixa crianças e mulheres desprotegidas em todo o país. A parlamentar iniciou um abaixo-assinado digital para pressionar o Executivo a cumprir a lei.
"A lei já existe. O que falta é cumprir a lei. Me ajude nessa luta", convocou Buzetti, reforçando que a mobilização é o único caminho para tirar a ferramenta de segurança do papel.
FOTO: ASSESSORIA








