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Governo de MT prometeu pagar recomposição da RGA, afirma sindicalista

 

Durante o encontro da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso (FESSP-MT), nesta terça-feira (13), com diversos sindicatos ligados a servidores públicos estaduais, representantes denunciaram o descumprimento de uma promessa feita pelo Governo do Estado sobre a abertura de diálogo para tratar da recomposição do passivo da Revisão Geral Anual (RGA), que soma 19,52%, segundo levantamento do sindicato. 

A presidente da FESSP-MT, Carmen Machado, explicou que, no início do ano passado, as entidades sindicais se reuniram com o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), ocasião em que o governo teria se comprometido a chamar os servidores para negociar a pauta salarial — compromisso que, segundo ela, não foi honrado.

“Nós tivemos sim o encontro com o secretário-chefe da Casa Civil, o Fábio Garcia. Na oportunidade, inclusive, nós colocamos que iríamos propor uma emenda constitucional instituindo a mesa de negociação do Estado. Ele disse que isso era desnecessário, que o próprio governo iria nos chamar para conversar, iria nos chamar para dialogar. Infelizmente, isso não prosperou”, afirmou.

De acordo com Carmen, a promessa feita pelo governo gerou expectativa entre os servidores e levou as entidades a aguardarem uma convocação formal para negociação, o que nunca ocorreu, apesar das tentativas de contato. A presidente reforçou que o movimento sindical sempre esteve aberto ao diálogo e que a falta de negociação não partiu das entidades.

“Oficiamos por diversas vezes tanto o secretário quanto o governador, mas não houve retorno. O que eu posso garantir é que não foi por conta do movimento sindical unificado. Muito pelo contrário, nós sempre estivemos abertos ao diálogo”, pontuou.

A reunião aconteceu às vésperas da sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), marcada para esta quarta-feira (14), às 10h, que deve votar o projeto de lei do Executivo prevendo reajuste de 4,26% para os servidores estaduais. A federação afirma que, caso o governo não reabra o canal de negociação, novas medidas poderão ser adotadas pelas categorias, como um indicativo de greve.

"A falta desse diálogo pode levar a um endurecimento e inclusive a um movimento de greve. Infelizmente, não é, volto a afirmar, o que nós queremos, porque a sociedade depende dos serviços públicos, a sociedade depende do servidor público, mas nós também temos o direito de ser ouvidos, de ser respeitados e mais que isso, valorizados pelo governo do Estado. Afinal de contas, o Estado só está nessa condição de superávit fiscal, superávit financeiro, por conta de nós", disparou a sindicalista.

A expectativa dentro do parlamento estadual é que a Casa aprove somente o percentual do RGA, sem abrir espaço para a discussão da perda salarial de 7 anos.

 

FOTO: ASSESSORIA